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Bolsas de NY pesam e Bovespa vira; dólar fecha em R$ 2,035

Ibovespa terminou em baixa de 0,23%. Perdigão ON recuou 6,36%, o maior recuo do índice, e Sadia PN, 5,05%

Claudia Violante, da Agência Estado,

19 de maio de 2009 | 17h45

A notícia desta terça-feira é, finalmente, a oficialização da união de Sadia e Perdigão, mas, na prática, a informação não fez preço na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que passou a sessão praticamente toda em alta, para, no final, sentir o peso de Wall Street e cair. Antes de inverter, nos minutos finais, a bolsa brasileira mantinha a trajetória da véspera graças à recuperação dos preços das commodities e da presença dos estrangeiros. O dólar comercial fechou a R$ 2,0350, em queda de 1,97%. Trata-se do menor valor em pouco mais de sete meses, desde 2 de outubro de 2008, quando terminou a R$ 2,021.

 

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O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,23%, aos 51.346,61 pontos. Na mínima do dia, registrou 50.987 pontos (-0,92%) e, na máxima, os 52.145 pontos (+1,33%). No mês, acumula ganhos de 8,58% e, no ano, de 36,74%. O giro financeiro totalizou R$ 5,630 bilhões hoje. Os dados são preliminares.

 

Apesar de a fusão de Sadia e Perdigão ter sido o assunto corporativo do ano até agora, os investidores já o tinham precificado nas ações das duas companhias e, por isso, não surpreende a queda dos papéis nesta sessão. Perdigão ON recuou 6,36%, o maior recuo do índice, e Sadia PN, 5,05%.

 

Pelo que foi anunciado hoje, a nova companhia ficará conhecida como Brasil Foods e será a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento e terceira maior exportadora brasileira. Os acionistas da Perdigão ficarão com 68% do capital da nova empresa, enquanto os da Sadia terão participação de 32%. A Brasil Foods fará uma oferta pública de ações para captação de recursos no valor estimado de R$ 4 bilhões, o que deve acontecer até o final de julho. E até que o negócio seja aprovado pelos órgãos de defesa da concorrência as operações continuarão separadas.

 

A Standard & Poor's colocou o rating (classificação) de crédito corporativo BB+ da Perdigão em observação negativa e colocou o rating de crédito corporativo de longo prazo B da Sadia em observação positiva.

 

Destaques

 

A favor do Ibovespa hoje, de novo Vale e siderúrgicas no comando, ainda remoendo o noticiário dos últimos dias sinalizando uma recuperação na demanda por commodities, sobretudo na Ásia. "O noticiário da China e Índia deu gás às commodities e favoreceu a bolsa brasileira", comentou o analista da corretora Spinelli Jayme Alves.

 

Vale ON terminou a sessão em alta de 0,77%, e Vale PNA, de 0,54%. Usiminas PNA disparou 4,14%, Gerdau PN, 0,60%, e Metalúrgica Gerdau PN, 1,13%. CSN ON avançou 2,81%.

 

Petrobras, com fôlego mais curto por causa, sobretudo, do ruído político decorrente da CPI criada no Senado para investigar a empresa, avançou 0,37% na ação ON e 0,03% na PN. Hoje, na China, onde integra a comitiva do presidente Lula, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a instalação da CPI preocupa pelo impacto que ela pode ter sobre a reputação da empresa. Mas ressaltou que a estatal prestará todas as informações que sejam requeridas pelos parlamentares.

 

A Petrobras fechou um financiamento de US$ 10 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China (BDC) e também assinou um acordo com a chinesa Sinopec, de comércio e cooperação. A estatal brasileira irá fornecer para a China 150 mil barris de petróleo por dia, em média, durante 2009. Em 2010, o fornecimento subirá para 200 mil barris ao dia.

 

O petróleo terminou a sessão em alta depois que incêndios em duas refinarias nos EUA colocaram em risco a oferta de gasolina no verão do hemisfério Norte. Na bolsa eletrônica de Nova York (Nymex), o contrato para junho terminou em alta de 1,05%, em US$ 59,65, vencendo na máxima em seis meses, enquanto o contrato de julho subiu US$ 0,51, ou 0,86%, para US$ 60,10.

 

À tarde, as bolsas norte-americanas perderam o terreno positivo, como já tinha ocorrido mais cedo, influenciadas pela divulgação do índice de construções iniciadas de residências em abril. O número de obras de imóveis residenciais iniciadas nos Estados Unidos despencou 12,8% no mês passado, contrariando previsões de recuperação de 2%, para a média anual sazonalmente ajustada de 458 mil, em comparação ao mês anterior, informou o Departamento do Comércio. Trata-se do menor nível desde que a série histórica foi iniciada, em 1959.

 

O Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,34%, aos 8.474,85 pontos, o S&P recuou 0,17%, aos 908,13 pontos, mas o Nasdaq subiu 0,13%, aos 1.734,54 pontos.

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