Bolsas de NY renovam recordes após dados positivos na Europa e EUA

Os principais índices dos EUA registraram a terceira semana seguida de ganhos

Álvaro Campos, da Agência Estado,

10 de maio de 2013 | 18h13

NOVA YORK - As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, registrando a terceira semana consecutiva de ganhos. Os mercados foram impulsionados por dados positivos na Europa e também nos EUA, o que fez o Nasdaq fechar no maior nível em mais de 12 anos e o Dow Jones e o S&P 500 renovarem seus recordes históricos.

O índice Dow Jones subiu 35,87 pontos (0,24%), encerrando a 15.118,49 pontos, um novo recorde. O Nasdaq avançou 27,41 pontos (0,80%) e fechou a 3.436,58 pontos, o maior nível desde novembro de 2000. O S&P 500 teve alta de 7,03 pontos (0,43%), fechando a 1.633,70 pontos, também um patamar inédito. Na semana o Dow Jones ganhou 0,97%, o Nasdaq avançou 1,72% e o S&P 500 subiu 1,19%.

Em um dia de agenda vazia nos EUA, o indicador mais relevante foi o resultado das contas do governo em abril. O país teve superávit orçamentário de US$ 112,89 bilhões, o maior nível em cinco anos. Analistas ouvidos pela Dow Jones projetavam superávit de US$ 106,5 bilhões para o mês passado.

O aumento das receitas do governo dos EUA, em função da elevação de impostos que entrou em vigor no começo do ano e dos pagamentos dos resgates feitos durante a crise financeira global, tem ajudado a reduzir o déficit orçamentário e adiar o debate sobre a elevação do limite de endividamento da administração federal.

"Nós estamos jogando o jogo do espera aqui. O mercado continua a subir, mas os volumes de negociações estão baixos", comenta Stephen Carl, diretor de negociação de ações do The Williams Capital Group. Segundo ele, os volumes devem subir na próxima semana, quando saem indicadores importantes como vendas no varejo, inflação ao produtor e consumidor e produção industrial.

No cenário da política monetária, a presidente do Federal Reserve de Kansas City, Esther George, que tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), disse que o banco central deveria começar a reduzir seus estímulos, porque a economia está se recuperando. O presidente do Fed, Ben Bernanke, não comentou sobre as compras de bônus em um discurso nesta manhã, afirmando apenas que a instituição tem programas extensivos para avaliar o surgimento de potenciais bolhas de ativos, mas que mesmo assim podem surgir bolhas que não sejam identificadas.

Na Europa, o ritmo de crescimento das importações na Alemanha superou o das exportações em março, segundo dados de escritório de estatísticas do país, Destatis. O superávit comercial ajustado total do país ficou em 17,6 bilhões de euros, superando as expectativas dos analistas consultados pela Dow Jones, de 16,5 bilhões de euros.

Já na Itália, o custo de financiamento da dívida de 12 meses caiu para o nível mais baixo desde que o país adotou o euro no leilão realizado esta manhã. O Banco da Itália informou que foram vendidos 7,0 bilhões de euros em títulos de 12 meses, com yield (retorno ao investidor) médio de 0,703% - o menor já registrado.

No noticiário corporativo, a Dell ganhou 0,98%, após os dois maiores acionistas da empresa proporem uma alternativa para a oferta de compra de US$ 24,4 bilhões feita pelo fundador da fabricante de computadores, Michael Dell. O investidor Carl Icahn e a gestora de ativos Southeastern Asset Management querem dar aos acionistas da Dell a opção de manter as ações da empresa e receber um valor adicional de US$ 12 por ação em dinheiro ou em ações.

Entre as blue chips, os destaques de alta foram Morgan Stanley (+2,26%), Merck (+1,01%), Occidental Petroleum (+1,10%) e Johnson & Johnson (+0,72%). No campo negativo apareceram Exxon, com queda de 0,98%, e Caterpillar, que caiu 1,48%. As informações são da Dow Jones.

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