Bolsas de NY sobem com dados sobre atividade empresarial

Alta nos mercados é contida pelos dados da produção industrial, que trazem cenário mais pessimista

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

15 de maio de 2008 | 13h40

As bolsas de Nova York operam em leve alta, com investidores reagindo ao dado sobre atividade empresarial do Federal Reserve da Filadélfia, que melhorou mais que o previsto, e às notícias que sinalizam uma retomada dos acordos corporativos. Mas os ganhos eram contidos por um outro indicador dos EUA, que mostrou queda na produção industrial maior que a esperada. Por volta das 13h30, o Dow Jones subia 0,23%, o Nasdaq avançava 0,76% e o S&P 500 tinha alta de 0,44%. O índice de atividade empresarial do Federal Reserve da Filadélfia melhorou para -15,6 em maio, de -24,9 em abril, superando as estimativas de que subiria para -20.  Mas outro relatório trouxe um cenário um pouco mais pessimista sobre a atividade. A produção industrial caiu 0,7% em abril nos EUA, após uma alta revisada de 0,2% em março, informou o Federal Reserve. Originalmente, o crescimento da produção em março havia sido estimado em 0,3%. Economistas esperavam que a produção industrial caísse 0,4% em abril. Além disso, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA aumentou em 6 mil na semana encerrada em 10 de maio, para 371 mil, após ajustes sazonais, informou o Departamento de Trabalho. O número superou a expectativa dos economistas, que esperavam uma alta de 5 mil em relação à semana anterior. Entre as ações, os papéis ligados ao consumo, como da Wal-Mart, eram prejudicados pela escalada dos contratos futuros de petróleo, à medida que o dólar se desvaloriza em relação a outras moedas e a oferta de alguns produtos de petróleo está mais apertada. As ações da General Electric caíam 0,43%, depois que o The Wall Street Journal divulgou que a empresa se prepara para vender, ou desinvestir, a unidade de aparelhos domésticos. A GE pode receber entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões com a venda da unidade, de acordo com pessoas próximas à questão. As ações do Yahoo! subiam 1,18% depois que o investidor bilionário Carl Icahn nomeou 10 diretores para o conselho da empresa e criticou a ação da diretoria sobre a proposta de aquisição da Microsoft, de US$ 47,5 bilhões. Ele divulgou um comunicado afirmando ter adquirido 59 milhões de ações do Yahoo nos últimos 10 dias e pediu liberação da Comissão Federal de Negociação para comprar US$ 2,5 bilhões de ações da empresa.

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