Bolsas despencam em toda a Europa

As principais bolsas da Europa fecharam o pregão desta segunda-feira com fortes baixas, influenciadas pelo nervosismo do mercado norte-americano e também pelas reiteradas ameaças de um ataque militar dos EUA contra o Iraque. Também pesaram nas baixas a vitória apertada do chanceler alemão, Gerhard Schroeder, e o fraco desempenho do setor de tecnologia.Em Londres, o índice FT-100 fechou em queda 3,13%, nível mais baixo desde agosto de 1996. Um estrategista disse que o mercado está sedento de boas notícias em termos de fundamentos, pressionado por questões geopolíticas, incertezas quanto à economia e lucros fracos das empresas. Para ele, notícias como a decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) sobre taxas de juro ou um índice positivo de confiança do consumidor nos EUA, amanhã, não deverão ser capazes de provocar uma alta.Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou com perda de 3,34%. Investidores disseram que o mercado francês reagiu aos indicadores negativos dos EUA e às baixas de outras bolsas internacionais. Várias ações foram suspensas ao longo do pregão, quando as quedas ultrapassaram o limite regulamentar. As da gigante do setor de telecomunicação Vivendi Universal caíram 7,31%, em meio a especulações de que a empresa estaria para vender toda a participação na Vivendi Environnement (cujas ações recuaram 6,76%).Na Alemanha, a bolsa de Frankfurt fechou com o índice Xetra-Dax em baixa de 4,94%, pressionada pelas eleições e pela forte queda das bolsas norte-americanas. A perspectiva de uma guerra dos EUA contra o Iraque e a reunião do Fed também estiveram no foco dos investidores. No setor de tecnologia, as ações da Infineon despencaram 10,98%.A bolsa de Madri encerrou o dia em queda 3,14%, com o mercado tomado por um pânico provocado pelas notícias negativas dos EUA - corte nas projeções de resultado de várias companhias por corretoras. As ações da Telefónica caíram 3,60%. As ações da Terra recuaram 4,99% e atingiram a mínima histórica de ? 4 euros.Em Lisboa, a baixa foi de 3,10%, com nível em pontos mais baixo desde 1997. O movimento de venda atingiu todos os setores e foi inteiramente provocado pelos mercados estrangeiros, uma vez que não havia notícias domésticas novas.Em Milão, a bolsa recuou 4,63%, com a menor pontuação desde outubro de 1997. Investidores disseram que "os mercados estão fora de controle". "Nenhum fluxo de notícia pode explicar tal queda. Os fundamentos são irrelevantes neste ponto", disseram. As ações do setor financeiro, tecnologia e energia lideraram a queda.

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