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Bolsas devem abrir em alta após testes de estresse e payroll

Testes apontarem ontem que dez das 19 maiores instituições dos EUA precisarão levantar US$ 75 bilhões

Marcílio Souza, da Agência Estado

08 de maio de 2009 | 10h54

Os índices futuros de ações apontam para uma abertura positiva das bolsas de Wall Street nesta sexta-feira, em meio a um certo alívio com os resultados dos testes de estresse divulgados ontem pelo governo dos EUA e após o payroll mostrar que o ritmo de perdas de emprego desacelerou em abril. Às 10h15 (de Brasília), o Nasdaq-100 Futuro subia 0,72% e o S&P 500 Futuro operava em alta de 1,22%.

 

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Embora tenham recuado de suas máximas intraday, os futuros mantiveram-se em alta após o Departamento de Trabalho anunciar que foram eliminadas 539 mil vagas de trabalho nos EUA em abril, a menor quantia desde os 380 mil cortes de outubro do ano passado. O resultado veio melhor que a eliminação prevista de 610 mil vagas. A taxa de desemprego, por sua vez, subiu a 8,9% no mês passado e ficou em linha com a estimativa.

 

Os bancos continuam em foco hoje, após os resultados dos testes de estresse apontarem ontem que dez das 19 maiores instituições dos EUA precisarão levantar US$ 75 bilhões em capital para cobrir ao menos US$ 600 bilhões em perdas de crédito nos próximos dois anos. Wells Fargo e Morgan Stanley já anunciaram planos para elevar capital. As ações do primeiro, que vendeu US$ 7,5 bilhões em ações nesta manhã, caíam 4,35% no pré-mercado; o Morgan, que vendeu US$ 4 bilhões em notes, recuava 6,52%.

 

O executivo-chefe do Bank of America, embora classificando de "agressivos" os resultados dos testes, disse que a instituição seguirá a demanda de levantar US$ 33,9 bilhões. Suas ações avançavam 8,9%. Citigroup, que precisa de US$ 5,5 bilhões, subia 7,61% no pré-mercado.

 

Para o estrategista de crédito Markus Ernst, do UniCredit, os resultados dos testes são "bons demais para ser verdade". Ele lembrou que o Fundo Monetário Internacional disse que os bancos norte-americanos precisam de mais capital do que o governo está pedindo, embora a projeção do FMI de até US$ 550 bilhões em perdas com crédito, seja comparável à do Tesouro.

 

Outro destaque no pré-mercado era Toyota, cujos papéis caíam 1,55%, após a montadora japonesa anunciar seu primeiro prejuízo em 59 anos. As informações são da Dow Jones.

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