Bolsas do mundo têm manhã de recuperação, após fortes perdas

Mercados europeus sobem no início do pregão, interrompendo uma sequência de cinco sessões de queda

Redação,

28 de outubro de 2008 | 07h44

Os mercados europeus ensaiam uma recuperação na manhã desta terça-feira, 28, interrompendo uma sequência de cinco sessões de queda. Na segunda-feira, o principal índice de ações européias, o FTSEurofirst 300, fechou no nível mais baixo em 5 anos e meio. As bolsas asiáticas também registraram movimento semelhante. Depois de ter caído para o nível mais baixo em 26 anos na última segunda, o índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, encerrou em alta de 6,4% nesta terça. Apesar do pessimismo com a crise financeira, os preços historicamente baixos das ações fazem com que os investidores voltem a comprar papéis.   Veja também: Lições de 29 A crise de 29 na memória de José Mindlin Veja o que muda com a Medida Provisória 443 Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    Às 7h05 (de Brasília), a Bolsa de Frankfurt disparava 8,88%. Londres subia 1,14%, mas Paris operava na contramão, com perda de 1,16%. No mesmo horário, o principal índice de ações européias, o FTSEurofirst 300, registrava alta de 1,45%, para 827 pontos.   "Não é verdadeiramente uma surpresa que os caçadores de pechincha estão entrando neste mercado, apesar do fato de que as expectativas para a economia estão recuando e a perspectiva do lado das empresas é negativo", afirmou Henk Potts, estrategista da corretora do Barclays.   No mercado de câmbio, os olhares se voltaram para o iene, após o alerta do G-7 sobre a forte valorização da divisa japonesa. Os especialistas do Standard and Chartered acreditam em uma intervenção iminente do Banco do Japão na moeda. O ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano, disse, porém, não acreditar que taxas de juros mais baixas evitarão a valorização do iene, sugerindo que um corte da taxa agora não teria muito efeito para estimular a economia.   Bovespa e NY   Por aqui, a segunda-feira também foi de grandes perdas. Uma nova rodada de perdas profundas das ações de empresas ligadas a commodities empurrou a Bolsa de Valores de São Paulo para a quinta queda consecutiva. O principal índice da Bovespa fechou em queda de 6,50%, para 29.435 pontos. Foi a primeira vez em três anos que o índice cai abaixo de 30 mil pontos.    Novos indícios de recessão na Europa e nos Estados Unidos contaminaram os mercados de matérias-primas, empurrando as blue chips Petrobras e Vale ladeira abaixo. Em Wall Street, o índice Dow Jones desabou 2,4% nos minutos finais do pregão.     Ásia   Nesta terça, as autoridades japonesas anunciaram que irão adiantar a implementação de uma medida que proíbe a prática da venda especulativa antecipada de ações que se beneficia da tendência de queda, uma manobra conhecida no jargão financeiro pelo termo de "short selling". Com isso, o índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão, fechou em alta de 6,4%, depois de ter caído para o nível mais baixo em 26 anos na segunda-feira.   Além disso, os exportadores foram ajudados por uma queda acentuada no valor da moeda japonesa, o iene, contra o dólar. Os valores das ações caíram na abertura dos mercados na Ásia nesta terça, depois de um dia de instabilidade ao redor do mundo, mas se recuperaram ao longo do dia.   O índice Kospi, da Coréia do Sul, teve uma queda inicial de 2,6%, mas depois subiu para fechar em alta de 5%. Em Hong Kong, a recuperação foi ainda mais espetacular, fechando em alta de mais de 14%.   (com BBC Brasil e Reuters)

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