Bolsas em Nova York ampliam perdas e Bovespa oscila

Após subir durante toda a manhã, Bolsa de São Paulo registra leve queda, influenciada por Wall Street

Paula Laier, da Agência Estado,

14 Outubro 2008 | 16h10

Após resistir à oscilação indefinida dos índices acionários norte-americanos em boa parte do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo sucumbiu à influência de Wall Street, com a ampliação das perdas das bolsas em Nova York esta tarde. O principal índice da Bovespa reverteu a alta e passou ao território negativo. Na seqüência, os mercados acionários nos Estados Unidos reduziram as perdas, e o índice paulista retomou a trajetória positiva, mas logo passou a oscilar sem uma direção única. Veja também:Bush anuncia compra de ações de bancos pelo Tesouro dos EUAEm meio à crise, empresas têm que pagar US$ 15 bi ao exteriorConsultor responde a dúvidas sobre crise  Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise  Às 16h05, o Ibovespa perdia 0,55%, aos 40.02 pontos, na mínima. Em Nova York, o Dow Jones cedia 1,78%, o S&P-500 recuava 1,64% e o Nasdaq perdia 3,43%. Participantes do mercado não souberam apontar um evento específico que justificasse a aceleração dos declínios em Wall Street, que contaminou a Bovespa. "É natural alguma correção hoje no mercado brasileiro, tendo em vista a alta de ontem", disse um operador, avaliando que é tranqüilo o quadro nas operações domésticas. No exterior, o profissional lembra que, diante de qualquer movimento mais forte ou susto, os players não esperam para ver e vendem ações, o que explica uma ampliação da queda. Na Europa, Londres fechou em alta de 3,23%; Frankfurt valorizou-se 2,70%; Paris registrou alta de 2,75%; Milão subiu 3,46%; e Madri teve alta de 2,70%. Nesta terça, o Banco Central Europeu (BCE) injetou no mercado interbancário US$ 98,403 bilhões com vencimento de um dia e taxas de juros mínimo (marginal) de 0,2%. Segundo informou o BCE, participaram desta operação de refinanciamento extraordinária 67 bancos comerciais da zona do euro. A taxa de juros médios foi de 2,23%, e o BCE estava disposto a injetar até US$ 100 bilhões.

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