Bolsas em NY recuam e euro supera US$ 1,60 pela 1ª vez

Às 14h27, o índice Dow Jones cai 1,07% e a Nasdaq recua 1,60%

Agência Estado,

22 de abril de 2008 | 14h37

O mercado acionário norte-americano opera em queda expressiva nesta terça-feira, pressionado por ações do setor financeiro e de consumo, embora os papéis ligados a commodities se beneficiem de mais um recorde do petróleo, que chegou à máxima de US$ 119,86 por barril na bolsa eletrônica de Nova York (Nymex). Às 14h27, o índice Dow Jones cai 1,07% e a Nasdaq recua 1,60%. Indicadores macroeconômicos dos EUA também não ajudaram: o índice de atividade no segmento de manufatura (Fed de Richmond) caiu para zero em abril (era 6, em março) e as vendas de imóveis usados não mostraram alento (caíram 2% em março, dentro do previsto). No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) é beneficiada pela alta do petróleo e, apesar da queda das bolsas norte-americanas, sobe 1%. O índice da Bovespa é puxado pela alta das ações da Petrobras, que sobem mais de 2%. Na semana passada, surgiram rumores de que a Petrobras estaria para anuncia um reajuste nos preços dos combustíveis para fazer frente a essa alta da commodity. Já o euro superou a barreira de US$ 1,60 pela primeira vez, logo após a divulgação do dado de imóveis nos EUA, e chegou a ser negociado a US$ 1,6021. Isso teve reflexo também no mercado de câmbio no Brasil, onde o dólar caiu abaixo de R$ 1,66 e só não cedeu mais por conta das especulações sobre aumento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investidores estrangeiros que comprem títulos da dívida pública. As mesmas especulações, mais a alta das expectativas de inflação na pesquisa Focus e a espera pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada na próxima quinta-feira, mantiveram os juros pressionados.

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