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Bolsas emergentes terão bom desempenho em 2005, diz estrategista

Depois de um sólido retorno neste ano, as bolsas de valores de países emergentes deverão apresentar um bom desempenho também em 2005. A previsão e´ do estrategista de ações para mercados emergentes do fundo State Street Global Advisors (SSGA), George Hoguet, responsável pela gestão de nada menos que US$ 9 bilhões de investidores globais aplicados em países emergentes, entre eles o Brasil. "As perspectivas para as bolsas emergentes continuarão favoráveis no ano que vem, embora não tao favorável como nos últimos dois anos. Isso porque as taxas de juros estão subindo em vários países e a economia mundial deverá crescer num ritmo menor do que o registrado neste ano. É bom lembrar que 2004 será um dos melhores anos dos últimos 20 anos em termos de crescimento econômico", disse Hoguet, à Agencia Estado. Por outro lado, há fatores positivos no cenário de curto prazo, segundo o estrategista. Ele espera que uma queda no preço do barril de petróleo prossiga. "Uma queda maior poderá servir de catalisador para um ´rally´ nas bolsas de valores mundiais", observou Hoguet. "Obviamente, boa parte do cenário benigno depende do que realmente acontecer com a economia dos Estados Unidos e de ate onde o Federal Reserve (Fed) irá elevar os juros norte-americanos", explicou. Se o Fed mantiver o "script" esperado por Wall Street e elevar os juros norte-americanos de forma "comedida" e gradual, os mercados emergentes vão ser beneficiados. "Se a taxa de retorno dos títulos do Tesouro norte-americano se estabilizar por volta de 5,25% ao ano em 2005, ainda será algo positivo para os mercados emergentes", afirmou. Nesse caso, ressaltou Hoguet, o mercado brasileiro conseguirá atravessar esse ciclo de aperto monetário norte-americano sem maiores arranhões. E, por conta desse cenário base, Hoguet mantém uma recomendação "overweight" (peso acima da media) para a Bovespa na sua carteira recomendada de ações para mercados emergentes. Os riscos a esse cenário benigno para os mercados emergentes em 2005 são basicamente dois, conforme Hoguet: os preços das commodities e o valor do dólar frente às principais moedas internacionais. "No caso das commodities, acreditamos que a demanda vinda da China, cuja economia está se desacelerando suavemente, ainda sustentará os preços, o que é favorável para países exportadores de commodities como o Brasil", disse Hoguet. Ele mantém uma recomendação "underweight" (peso abaixo da media) para a China. "Já a questão do dólar poderá vir a ser um grande problema se a desvalorização frente ao euro e ao iene, por exemplo, passar a ser desordenada e abrupta. Por enquanto não é o que esta acontecendo. Aliás, projetamos que o dólar deverá se estabilizar nos níveis atuais no curto prazo em razão da expectativa de o Fed continuar elevando os juros. Contudo, num horizonte de 24 meses, o dólar deverá enfraquecer-se mais ainda", afirmou o estrategista da SSGA. Ele considera que os investidores estrangeiros deverão continuar com apetite para as bolsas de emergentes, com a Bovespa se beneficiando de maior fluxo de capital para os mercados emergentes. "Os fluxos são sensíveis ao apetite de risco. Os ´spreads´ da dívida de emergentes estão, de fato, apertados em termos históricos, mas ao longo do tempo esperamos que o fluxo de capitais de investidores estrangeiros para os mercados do Brasil, Índia e China devem aumentar", explicou Hoguet. No caso do Brasil, além dos fatores externos, ele cita fatores que poderão vir a aumentar o interesse pelo País. "A aprovação de reformas estruturais importantes no Congresso será, certamente, um catalisador", disse.

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2004 | 10h06

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