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Bolsas estrangeiras retomam perdas e impulsionam dólar

Dados sobre economia dos EUA pioram humor dos mercados; moeda norte-americana fecha a R$ 1,969

SILVIO CASCIONE, REUTERS

05 de setembro de 2007 | 16h28

O dólar subiu pouco mais de 1% nesta quarta-feira, 5, em reação à piora do humor nos mercados internacionais após dados sobre a economia dos Estados Unidos. A moeda norte-americana fechou a R$ 1,969, em alta de 1,03%. No mês, o dólar registra leve alta de 0,25%.  O mercado de câmbio acompanhou o pessimismo nos mercados internacionais após alguns dias de menor volatilidade. As bolsas de valores em Nova York operavam em queda de mais de 1% durante a tarde, atentas a uma série de dados.  As vendas pendentes de moradias nos Estados Unidos caíram 12,2% em julho e atingiram o menor nível desde setembro de 2001. Além disso, o Livro Bege do Federal Reserve, que resume as condições econômicas do país, mostrou que o aperto nos padrões de crédito hipotecário afetou notavelmente a já enfraquecida atividade imobiliária norte-americana.  Com isso, o dólar interrompeu a trajetória de queda das últimas sessões. "A moeda norte-americana deve ficar nessa banda (de variação) até que se tenha um foco melhor sobre o mercado de crédito imobiliário de alto risco, o quanto vai dar de prejuízo aos investidores", disse Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista.  Segundo ele, o mercado ainda mantém uma postura bastante cautelosa antes da divulgação dos balanços trimestrais de bancos e corretoras. Os resultados, que começam a ser divulgados na semana que vem, devem dar a dimensão das perdas associadas ao crédito de alto risco nos EUA.  Fluxo  A turbulência nos mercados internacionais já reduziu a entrada líquida de dólares no País. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 6,841 bilhões em agosto, abaixo dos US$ 11,588 bilhões do final de julho.  Segundo Sandra Utsumi, economista-chefe da Bes Investimentos, "muitos estrangeiros foram obrigados a zerar posição em ativos de risco, o que acabou tendo impacto sobre o volume de recursos para o País".  A entrada de dólares foi sustentada pelas operações comerciais, que tiveram saldo positivo de US$ 6,880 bilhões no mês. As transações financeiras registraram saldo negativo de US$ 39 milhões.  Segundo Rodrigues, a magnitude do fluxo financeiro negativo foi até surpreendente. "Pensei que tinha mais saída". Em junho e julho, porém, as operações financeiras chegaram a ter saldo positivo entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões.  Além da redução da entrada líquida de dólares no País, agosto foi o primeiro mês desde novembro do ano passado em que os bancos ficaram com posição comprada em dólar - de US$ 1,723 bilhão.

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