Bolsas europeias abrem em baixa após plano vago dos EUA

Temor é de que as medidas de Obama não sejam suficientes para recuperar o sistema financeiro global

da Redação,

11 de fevereiro de 2009 | 08h52

As bolsas europeias abriram em baixa nesta quarta-feira, 11, seguindo a tendências dos mercados asiáticos e dos EUA, decepcionados com o plano de US$ 2 trilhões para salvar bancos, segundo informa a Reuters. O temor é de que as medidas do presidente Barack Obama, consideradas vagas, não sejam suficientes para recuperar o sistema financeiro global. Na última terça, a queda na Europa chegou a 2,9%. Também as ações dos bancos puxaram as bolsas europeias para baixo. O Credit Suisse caiu 1,8% depois de anunciar prejuízo de US$ 5,2 bilhões no 4º trimestre de 2008, maior perda da história da instituição.  Veja também:Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancosSenado aprova pacote de US$ 838 bilhões por 61 votos a 37EUA anunciam US$ 1 trilhão para bancos com problemasDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise As Bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quarta-feira, 11, em baixa, após a divulgação do pacote de ajuda ao setor financeiro nos Estados Unidos e a aprovação do pacote de US$ 838 bilhões no Senado americano, seguindo a tendência dos outros mercados mundiais.  O índice Kospi, da bolsa de Seul, caiu 8,69 pontos (0,72%), aos 1.190,18 no fechamento. Por outro lado, o índice de ações tecnológicas Kosdaq ganhou 3,15 pontos (0,83%), aos 383,41. O indicador Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 2,16%, aos 13.580,30 pontos. Em Jacarta, a queda foi de 1,17%, enquanto que o índice Psei, de Manila, perdeu 1,03%. A Bolsa de Xangai diminuiu 0,19% e a australiana 1,61%. Apenas o mercado de Bangcoc fechou em alta de 0,03%. A Bolsa do Japão permaneceu fechada por ser feriado no país. Os mercados mundiais não reagiram bem ao plano anunciado pelo governo Barack Obama. Há muitas explicações na praça sobre a razão de o mercado estar reagindo tão negativamente às medidas. Uma delas vem do famoso clichê de que as ações "sobem no boato e caem no fato". Como as bolsas subiram fortemente na sexta passada, antecipando as medidas, o mercado estaria agora realizando lucros. Mas, sozinha, esta explicação não basta, uma vez que as bolsas, sobretudo em Nova York, não tinham um desempenho pregresso tão bom para abrir mão de novas altas. Em outras palavras, não há tanto lucro para realizar que justifique uma queda forte como a de terça-feira. Pelo contrário, o Dow Jones, ao contrário do brasileiro Ibovespa, sequer havia entrado no azul no acumulado deste ano. Outra explicação difundida é que faltam detalhes no anúncio feito pelo secretário Timothy Geithner. Pelo que foi anunciado, os recursos a serem despendidos, de diversas fontes, podem chegar a até US$ 2 trilhões, sendo US$ 500 bilhões a US$ 1 trilhão em um fundo público-privado destinado a comprar os ativos tóxicos que ameaçam os balanços dos bancos americanos. Faltou explicar, porém, aquilo que o mercado considera o principal: como serão precificados estes ativos. (Com Agências internacionais)

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