Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Bolsas européias caem por maior temor de recessão nos EUA

Queda no setor de serviços americano foi a principal causa do fechamento em baixa dos mercados

Reuters,

05 de fevereiro de 2008 | 15h36

Um indicador que mostrou baixa atividade no setor de serviços reacendeu os temores quanto à economia norte-americana, levando as bolsas de valores européias a encerrar com forte queda nesta terça-feira. Na sessão, as ações de financeiras e de montadoras lideraram o recuo.     Veja também: Wall Street cai após queda da atividade do setor de serviçosBolsas asiáticas fecham em queda por temores com bancos O índice europeu de blue-chips FTSEurofirst 300 fechou o dia em baixa de 3,2%, a 1.313 pontos. Na Europa ocidental, todos os 16 principais índices nacionais ficaram no vermelho. "Os dados não estão apontando na direção certa e os mercados estão dizendo isso. Eu acho que isso, vindo depois dos números sobre empregos que nós tivemos, ...se já existia uma previsão de que a economia (dos EUA) caminhava para uma recessão, essa perspectiva aumentou", disse o estrategista-chefe do Brewin Dolphin, Mike Lenhoff. O índice não-manufatureiro do Instituto de Gestão e Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) despencou de 54,4 para 41,9 em dezembro, a maior queda mensal registrada e um recuo muito maior do que o esperado em Wall Street. Uma pesquisa da Reuters feita com economistas previa, em média, uma queda para 53,0. Uma leitura abaixo de 50 indica contração. O índice de emprego caiu de 51,8 para 43,9, corroborando os dados de trabalho dos EUA na semana passada, os quais indicaram a primeira contração mensal no mercado de trabalho em 4 anos. Nas bolsas européias, os bancos tiveram o pior desempenho no dia, já que os temores de uma recessão nos EUA, combinados com uma série de downgrades de corretoras, derrubaram todo o setor. Os papéis do HSBC perderam 2,4%, enquanto os do RBS caíram 5,6% e os do BNP Paribas perderam 5,8%. Entre as ações de montadoras, as da Renault tiveram baixa de 7,4% e as da BMW recuaram 6%. Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 2,63%, a 5.868 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX despencou 3,36%, para 6.765 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 3,96%, para 4.776 pontos. Em Milão, o índice Mibtel encerrou em queda de 3,06%, a 25.669 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 5,19%, para 12.814 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve baixa de 3,48%, para 11.078 pontos.   Bolsa de Nova York   O setor de serviços nos Estados Unidos recuou fortemente em janeiro para níveis inéditos desde a recessão em 2001, aumentando, assim, os temores que assombram a economia americana.     "A recessão chegou de fato", afirmou Jane Caron, economista-chefe na Dwight Asset Management em Burlington, Vermont.   O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, afirmou nesta terça-feira, 5, que acredita que a economia norte-americana terá pequeno crescimento no curto prazo e que o mercado de capitais vai se recuperar de um período difícil de estresse conforme os riscos forem novamente avaliados e precificados. "A economia dos Estados Unidos é diversa e resistente e nossos alicerces de longo prazo são fortes. Creio que a economia continuará a crescer, embora num ritmo mais lento do que vimos nos últimos anos", disse Paulson em discurso preparado ao Comitê de Finanças do Senado dos EUA. Paulson afirmou ainda que a "primeira preocupação" do Tesouro é ajudar o mercado de capitais a passar pelo atual estresse. O Tesouro está monitorando de perto o mercado de capitais e defendendo disciplina forte gerenciamento de risco. "Ainda que estejamos num período difícil de transição com os mercados reavaliando os riscos, tenho grande confiança em nossos mercados. Eles se recuperaram de períodos problemáticos similares no passado, e o farão novamente", acrescentou.

Tudo o que sabemos sobre:
BOLSAEUROPAFECHA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.