Bolsas européias encerram a semana em baixa

Ações de mineradoras e financeiras lideraram baixa, em meio a temores adicionais crise nos EUA

Agências internacionais,

07 de março de 2008 | 16h11

As principais bolsas européias fecharam em baixa e encerraram a semana acumulando perdas expressivas. As ações de companhia de mineração e financeiras lideraram o movimento de baixa em meio a temores adicionais sobre o estado da economia dos EUA. "Olhando para nossos indicadores de risco de crédito, a luz vermelha está piscando em todo lugar", disse John Hardy, estrategista do Saxo Bank. Veja também:   ESPECIAL: Preço do petróleo em altaLivro Bege confirma desaceleração nos EUAEvolução do preço do dólar Entenda a crise nos Estados Unidos     Em Londres, a bolsa caiu 1,15% e acumula baixa de 3,13% na semana. Em Paris, a queda foi de 1,26% e na semana recua 3,58%. Em Frankfurt, o índice de ações caiu 77,32 pontos, baixa de 1,17% e na semana teve uma desvalorização de 3,47%. Entre as notícias econômicas, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de empregos criados (payroll) caiu 63 mil em fevereiro, depois de uma revisão em baixa de 22 mil vagas em janeiro. Esta é "a mais clara e confiável indicação de que a economia dos EUA está agora em recessão", disse Paul Ashworth da Capital Economics, e "estes dados sugerem que a recessão de 2008 finalmente começou em fevereiro".  Na Bolsa de Londres, as ações de companhias de mineração registraram fortes perdas, com destaque para Antofagasta, que caiu 5,24%, e Vedanta Resources, que recuou 4,69%. As preocupações relacionadas a demanda existente e a saúde geral das commodities parece ter se incorporado ao mercado. Charles Kernot, analista da Seymour Pierce disse que a queda no setor pode ser atribuída aos investidores em busca de alguma realização de lucro antes do encerramento da semana. As ações da BHP Billiton caíram 5,36%, as da Anglo-American recuaram 4,10% e as da Xstrata fecharam em baixa de 1,01%. Setores em queda Os setores bancário e de serviços financeiros continuaram a sofrer, uma vez que o custo para assegurar dívida corporativa européia contra um calote atingiu nova máxima nesta manhã, em meio a intensificação dos temores do impacto do aperto no crédito sobre os tomadores de empréstimos, credores e investidores. Em Londres, as ações da administradora de investimentos Schroders caíram 5,64%. Em Paris, as ações do Société Générale recuaram 1,99% e as da seguradora Axa fecharam em baixa de 1,89%.  Em Amsterdã, o Fortis foi o mais recente banco europeu a reportar prejuízos em investimentos relacionados a hipotecas no quarto trimestre, com o registro de uma baixa contábil de € 2,7 bilhões antes de impostos. O executivo-chefe do banco, Jean Paul Votron, disse: "Com respeito ao subprime, temos adotado medidas apropriadas para reduzirmos nossas (...) atividade". Contudo, o resultado trimestral mostrou que crescimento básico da companhia foi forte e, por isso, as ações do Fortis fecharam em alta de 3,29%.  Na Bolsa de Milão, as ações da Telecom Itália caíram 9,06% depois da companhia ter reportado resultados desapontadores no quarto trimestre. A companhia disse que prevê uma receita estável em 2008 e um crescimento de 1% e 2% em 2009. O índice de ações perdeu 4,19%. Em Madri, a bolsa caiu 0,87%, com queda de 3,64% na semana. Em Lisboa, a baixa foi de 0,42%.

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