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Bolsas europeias fecham em baixa após Citi e PIB dos EUA

Economia norte-americana registrou contração de 6,2% no 4º trimestre, a maior queda desde 1982

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

27 de fevereiro de 2009 | 16h07

As principais bolsas fecharam em baixa acentuada, refletindo a deterioração do sentimento depois de um PIB revisado pior que o esperado dos EUA no quarto trimestre e dos últimos desenvolvimentos com relação aos esforços para salvar o Citigroup, que repercutiram negativamente no setor bancário, segundo traders e analistas. Destaque ainda para a fraqueza das ações de companhias farmacêuticas. Veja também:Governo dos EUA amplia controle do Citi e exige diretores independentesPIB dos EUA no trimestre da crise tem maior queda desde 1982 Obama apresenta orçamento que prevê déficit de US$ 1,75 trilhãoVeja os principais pontos do Orçamento dos EUAAs medidas do emprego De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   "Claramente, o contexto do mercado permanece de baixa. Estamos caminhando em direção as mínimas de 2003. Depois disso, a questão é se aquelas mínimas vão se manter ou não", disse Edmund Shing, estrategista do BNP Paribas. "O setor bancário continua a se contrair e, eu penso, que haverá mais baixas contábeis pela frente e, portanto, recapitalizações adicionais. Ainda existe muitas incertezas", acrescentou.  Em Londres, o índice FT-100 caiu 85,55 pontos (2,18%) e fechou com 3.830,09 pontos; na semana, o índice acumulou uma queda de 1,52%. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 42,36 pontos (1,54%) e fechou com 2.702,48 pontos; na semana, o índice registrou uma perda de 1,75%. Em Frankfurt, o índice Xetra-Dax caiu 98,88 pontos (2,51%) e fechou com 3.843,74 pontos; na semana, o índice teve uma desvalorização de 4,26%. Traders disseram que a diluição do valor de mercado do Citigroup - depois do swap de ações com o governo dos EUA - acrescentou mais incerteza com relação ao sistema bancário global. As ações do ING Groep caíram 11,38%, das do Deutsche Bank recuaram 5,11% e as do Société Générale fecharam em baixa de 4,88%.  Em Londres, as ações do Lloyds Banking Group despencaram 22,27% depois do banco ter falhado em fechar um acordo com o governo do Reino Unido, embora a instituição britânica tenha dito que está em negociações avançadas com relação a participação no programa de proteção de ativos do governo. O Lloyds também anunciou uma queda de 75% no lucro líquido em 2008.  No setor farmacêutico, as ações das companhias europeias reagiram ao projeto de orçamento da Casa Branca anunciado na quinta-feira, que prevê uma redução nos pagamentos aos planos de saúde privados. O plano da administração do presidente Barack Obama propõe novos gastos com tratamento de saúde, educação e outras prioridades no orçamento de US$ 3,6 trilhões para o ano fiscal 2010. As ações da Sanofi-Aventis caíram 3,93%, as da Novartis recuaram 6,49% e as da GlaxoSmithKline fecharam em baixa de 1,02%. Por outro lado, os investidores continuaram a comemorar os lucros do setor de telecomunicações, com destaque para Deutsche Telekom que anunciou números acima do esperado pelo mercado e elevou a perspectiva para 2009. As ações do Deutsche Bank fecharam em alta de 0,90%. As ações da Telecom Itália subiram 0,31%, depois de também ter anunciado um sólido lucro no quarto trimestre.  Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 382 pontos (2,44%) e fechou com 15.282 pontos; na semana, o índice registrou uma queda de 1,60%. Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 190,80 pontos (2,44%) e fechou com 7.620,90 pontos; na semana, o índice registrou um ganho de 0,23%. Em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 27,35 pontos (0,46%) e fechou com 6.003,75 pontos; na semana, o índice acumulou uma perda de 0,29%. As informações são da Dow Jones.

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