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Bolsas europeias fecham em baixa por preocupações com Dubai

Bovespa acompanha tom de cautela dos mercados do Ocidente e oscila; dólar sobe e é cotado a R$ 1,75

REUTERS

30 de novembro de 2009 | 15h16

As ações europeias fecharam no menor nível em mais de três semanas nesta segunda-feira, com os papéis de companhias ligadas a petróleo entre os que tiveram as maiores quedas. Preocupações acerca da dívida de Dubai continuaram afligindo os mercados acionários globais. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha o tom de cautela nos mercados financeiros do Ocidente e opera em leve queda, após passar a manhã no terreno positivo. Às 15h30 (de Brasília), o Ibovespa tinha leve queda de 0,01%, aos 67.077 pontos. No mesmo horário, o dólar subia 0,37%, cotado a R$ 1,75.

 

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O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos principais papéis do continente, terminou em baixa de 1,29%, a 986 pontos, menor patamar de encerramento desde 4 de novembro. O indicador acumulou valorização de 1% em novembro e de quase 53% ante a mínima histórica atingida em 9 de março.

 

Nos EUA, os índices também operam em leve baixa. O S&P 500 cedia 0,20%, o Nasdaq -0,51% e o Dow Jones - 0,17%, com o mercado absorvendo os números de vendas das varejistas na Black Friday. As lojas norte-americanas atraíram mais consumidores durante o final de semana prolongado, mas o tráfego maior de clientes não foi suficiente para impulsionar os gastos, que caíram em relação ao ano passado.

O governo de Dubai afirmou nesta segunda-feira que não é responsável pelas dívidas de seu conglomerado, oferecendo pouca transparência sobre um plano para adiar bilhões de dólares em pagamentos de dívidas que têm abalado os mercados mundiais. O principal índice da bolsa de valores de Dubai despencou 7,3% nesta segunda.

"Não vemos isso como um ponto de retorno. Não estamos tão longe do pico recente", disse Teun Draaisma, estrategista de ações do Morgan Stanley, em Londres. "A nova onda é crise de dívida soberana, em vez de crises bancárias. Mas, dolorosamente, esse tipo de risco significa que as taxas de juros permanecerão baixas. Nenhum governo em sã consciência dará início a um aperto monetário repentinamente. Achamos que o mercado se valorizará."

As ações do segmento de energia estiveram entre as maiores perdedoras, mesmo com os preços futuros do petróleo ensaiando uma recuperação, sendo negociados acima de US$ 76 o barril após tocarem as mínimas em seis semanas na sessão anterior. BP, Royal Dutch Shell, BG Group, Total e StatoilHydro cederam entre 1,6% e 2,8%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 1,05%, a 5.190 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 1,05%, para 5.625 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 1,11%, a 3.680 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,25%, para 21.928 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 1,12%, a 11.644 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 recuou 1,34%, para 8.253 pontos.

 

Bolsas da Ásia avançam

 

As bolsas da Ásia se recuperaram nesta segunda depois da acentuada queda da semana passada provocada pela crise de dívida de Dubai. A avaliação de que os efeitos de um potencial calote serão limitados foi reforçada com uma série de garantias de autoridades que ajudaram a acalmar os nervos dos investidores. As ações do setor bancário, que enfrentaram a maior parte do movimento de venda da sexta-feira, lideraram os ganhos nesta segunda-feira.

 

As ações em Hong Kong, que sofreram a maior perda diária em oito meses na sexta-feira, e o mercado acionário de Tóquio, que encerrou no menor nível em quatro meses na semana passada, registraram os maiores ganhos na região nesta segunda-feira.

A bolsa de Tóquio subiu 2,91%, a 9.435 pontos. O mercado em Hong Kong disparou 3,25%, a 21.821 pontos. Já o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 2,68% às 7h46 (horário de Brasília), a 402 pontos. Xangai avançou 3,2%, Cingapura recuou 1,09% e Taiwan teve valorização de 1,22%.

 

(com Agência Estado)

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