Bolsas européias fecham no nível mais baixo em 5 anos e meio

Mercados mundiais reduzem perdas mas bolsas na Europa não se recuperam a tempo; em NY, índices sobem

Reuters,

27 Outubro 2008 | 15h50

Os mercados mundiais reduziram as perdas nesta tarde, diante de um aumento inesperado na venda de novas moradias nos Estados Unidos e comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet. A melhora, porém, não impediu o principal índice de ações européias FTSEurofirst 300 de fechar em queda de 1,65%, a 816 pontos - o fechamento mais baixo desde maio de 2003.   Veja também: Lições de 29 A crise de 29 na memória de José Mindlin Veja o que muda com a Medida Provisória 443 Veja as semelhanças entre a MP 443 e o pacote britânico Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    "Eu considero possível que (o BCE) diminua a taxa de juro mais uma vez na próxima reunião, em 6 de novembro. Não é uma certeza, é uma possibilidade", disse Trichet em uma conferência bancária em Madri. Tammo Greetfeld, estrategista do UniCredit em Munique, disse: "Os comentários de Trichet tiveram impacto positivo e ajudam a estabilizar o mercado".   Em Nova York, os principais índices reverteram a queda e subiam, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo mantinha a queda. Por volta das 16 horas, o Dow Jones subia 2,12%, enquanto o Nasdaq registrava valorização de 1,14%. A Bovespa caía 1,83%, aos 30.904 pontos.   No mercado de câmbio, o dólar acelerou a queda exibida desde a abertura e fechou em queda de 3,57%, cotado a R$ 2,244. O recuo mais acentuado da moeda à vista coincidiu com a recuperação das perdas intraday e a subida mais firme das bolsas em Nova York, enquanto a Bovespa reduzia as perdas intraday.   Como o Banco Central realizou dois leilões nesta segunda, em que vendeu o equivalente a cerca de US$ 2,064 bilhões através de swap cambial e venda com recompra, a melhora externa propiciou o recuo mais acentuado do dólar, disse um analista. "Diante da liquidez assegurada ao mercado e da nova medida do BC, que prevê a redução do recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista para instituições financeiras que adiantarem contribuições mensais ao Fundo Garantidor de Crédito, o investidor parece ter parado um pouco para avaliar melhor a situação doméstica, graças ao alívio momentâneo lá fora", afirmou.   Europa   O índice alemão DAX foi impulsionado pelas ações da Volkswagen, que dispararam 147% depois de notícias no final de semana de que a montadora de carros esportivos Porsche aumentará sua participação na VW.   O setor químico puxou para baixo o índice europeu, com as ações da Basf em queda de 10,9%, da Clariant com recuo de 8,4% e da Wacker Chemie em baixa de 9,7%. Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 0,79%, a 3.852 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,91%, para 4.334 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 caiu 3,96%, para 3.067 pontos.   Em Milão, o índice Mibtel encerrou em baixa de 3,50%, a 14.852 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou queda de 4,1%, a 8.009 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve recuo de 2,76%, a 5.801 pontos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.