Bolsas europeias fecham quase todas em alta

Investidores avaliam que o BC dos EUA pode esperar um pouco mais para iniciar sua política de relaxamento 

Agência Estado,

16 de agosto de 2013 | 14h23

A maioria das bolsas europeias fechou em território positivo nesta sexta-feira, 16, após uma sessão volátil, com os investidores digerindo mais indicadores dos EUA em busca de sinais de quando o Federal Reserve, o banco central norte-americano, pode começar a desfazer sua política de relaxamento quantitativo.

A julgar pelos dados que saíram nesta sexta, alguns aquém do esperado, é possível que o Fed não dê início à retirada dos estímulos já em setembro, como muitos analistas vinham apostando. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em alta de 0,33%, a 306,36 pontos. Na semana, o ganho foi de apenas 0,14%.

O sentimento do consumidor norte-americano, por exemplo, contrariou as expectativas. A leitura preliminar do índice para agosto, divulgada pela Reuters/Universidade de Michigan, ficou em 80,0, ante 85,1 em julho. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam avanço do indicador, para 85,5. Antes disso, foi divulgado que as construções de casas iniciadas nos EUA aumentaram 5,9% em julho em comparação ao mês anterior, ante uma previsão de alta de 8,9%. As permissões para a construção de novas residências também vieram abaixo do esperado, com ganho de 2,7%.

Já a produtividade da mão de obra nos EUA subiu a uma taxa anual de 0,9% no segundo trimestre deste ano, mais do que o aumento de 0,6% projetado por economistas. E o custo unitário da mão de obra avançou 1,4% na mesma comparação, enquanto a elevação projetada era de 1,3%.

Diante dos números da economia dos EUA vistos nas últimas semanas, de modo geral positivos, vem crescendo no mercado a expectativa de que o Fed faça em setembro a primeira redução nas compras mensais de US$ 85 bilhões em bônus. O presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, no entanto, negou ontem qualquer pressa da instituição em iniciar a retirada dos estímulos e comentou que é necessário continuar acompanhando mais dados do segundo semestre antes que a política atual seja alterada.

A saída da zona do euro da recessão no segundo trimestre e rumores de que a China estaria analisando medidas de estímulo econômico também teriam contribuído hoje para a melhora do sentimento na Europa, segundo um operador.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,26% e terminou o pregão a 6.499,99 pontos. Ao longo da semana, porém, o mercado inglês acumulou perdas de 1,27%. O melhor desempenho, porém, foi do FTSE Mib, que reúne as ações mais negociadas na Bolsa de Milão e que saltou 1,23%, para 17.677,77 pontos, ampliando o ganho semanal para 2,88%. Os bancos lideraram a alta na Itália, com ganhos do Intesa Sanpaolo (+6,4%), Mediobanca (+2,8%) e UniCredit (+1,7%).

No mercado francês, o índice CAC 40 avançou 0,75%, para 4.123,89 pontos, a máxima do dia. Também em Paris, o setor financeiro se destacou, com BNP Paribas, Crédit Agricole e Société Générale subindo entre 2,1% e 2,3%. A L'Oréal, que fez uma aquisição na China, garantiu alta de 0,4%. Em Madri, o IBEX-35 subiu 0,96%, para 8.821,30 pontos, o maior nível de fechamento em 18 meses. O ganho em Frankfurt foi mais modesto, de 0,19%, com o índice DAX terminando o pregão a 8.391,94 pontos. Os destaques na Alemanha foram Commerzbank (+2,5%) e BMW (+1,6%).

Entre as principais bolsas europeias, a de Lisboa contrariou a tendência do dia. O índice PSI 20 recuou 0,49%, a 6.021,28 pontos, mas assegurou alta semanal de 0,91%.

A semana também foi de ganhos para as ações em Paris (+1,16%), Frankfurt (+0,64%) e Madri (+0,98%). Fonte: Dow Jones Newswires.

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