Bolsas europeias fecham sem direção única

Indicadores nos EUA animaram alguns mercados, mas cautela com a situação fiscal do país ainda retrai os negócios

AE,

26 de setembro de 2013 | 14h09

As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 26, com algumas se recuperando após a divulgação de indicadores nos EUA, mas com os negócios ainda retraídos pela cautela que a difícil situação fiscal dos EUA inspira. Também causou apreensão o noticiário político da Itália, já que parlamentares do partido de Silvio Berlusconi ameaçam renunciar em massa diante das acusações contra o ex-primeiro-ministro. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o dia estável, a 313,02 pontos.

Os investidores acompanham com ansiedade as negociações em Washington para um orçamento federal válido a partir de outubro, quando começa o ano fiscal de 2014 nos EUA. Se um acordo não sair até 30 de setembro, o governo norte-americano estará sujeito a uma paralisação parcial. Além disso, a Casa Branca espera que o Congresso aumente o teto da dívida dos EUA, hoje em torno de US$ 16,7 trilhões, para afastar o perigo da declaração de uma moratória em meados do mês que vem.

Outro fator de preocupação, que levou a Bolsa de Milão a apresentar o pior desempenho do dia entre os maiores mercados europeus, foi uma ameaça feita por parlamentares do partido de Berlusconi, o PDL, de renunciar em bloco se a expulsão do ex-premiê do Parlamento italiano for oficializada. Berlusconi enfrenta acusações de fraude fiscal.

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, reforçou nesta quinta que Mario Draghi, comandante da instituição, disse em várias ocasiões: o BCE dispõe de instrumentos de política monetária que pode e vai usar se houver necessidade.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou a sessão com alta de 0,21%, a 6.565,59 pontos, com destaque da TUI Travel, que saltou 3,98% após elevar projeções para seu ano fiscal. Já no mercado francês, o CAC-40, das ações mais negociadas em Paris, registrou queda de 0,21%, para 4.186,72 pontos, enquanto em Frankfurt, o índice DAX teve uma perda marginal de 0,02%, a 8.664,10 pontos. Na Alemanha, as blue chips que mais recuaram foram a ThyssenKrupp (-1,3%) e a SAP (-1%). Na França, o setor financeiro pesou, com perdas do BNP Paribas (-1,1%), Société Générale (-0,7%) e Crédit Agricole (-0,9%).

Na bolsa espanhola, o índice IBEX 35 subiu 0,32%, a 9.272,40 pontos. A OHL se destacou em Madri ao subir 0,8%, mas a Mapfre caiu 3,1% após o Bankia vender uma fatia de 12% na seguradora com um ligeiro desconto em relação ao fechamento da ação ontem. Em Lisboa, o índice PSI 20 chegou ao fim do pregão praticamente estável, com pequeno recuo de 0,01%, a 6.039,40 pontos.

Em Milão, a instabilidade política italiana levou o índice FTSE Mib a cair 1,2%, a 17.872,53 pontos. Os bancos Intesa Sanpaolo e UniCredit recuaram 3,8% e 2,7%, respectivamente, enquanto a Fiat teve perda de 2%. A Telecom Italia, por outro lado, avançou 4,1%, após os negócios com suas ações serem temporariamente suspensos, em meio à especulação de que Roma pode introduzir regras que forcem a Telefónica a fazer uma oferta pelas ações que ainda não possui na empresa italiana. Fonte: Dow Jones Newswires.

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