Bolsas européias reagem com decisão dos BCs de cortar juros

Mercados europeus operam no terreno positivo, após quarta-feira de grandes perdas; Ásia fecha em alta

Agências internacionais,

09 Outubro 2008 | 05h43

Um dia após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e os principais bancos centrais do mundo reduzirem as taxas básicas de juros de suas economias em meio ponto porcentual, as bolsas européias abriram o pregão desta quinta-feira, 9, no terreno positivo e as asiáticas encerraram em leve alta. Em mais uma ação para tentar conter o agravamento da crise, a Islândia anunciou a nacionalização do maior banco do país.   Veja também: Após corte de juros pelos BCs, bolsas asiáticas fecham em alta Islândia nacionaliza maior banco do país Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Ajuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economista Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil  Entenda a crise nos EUA    Por volta das 7 horas (de Brasília), Londres subia 1,6%, Paris ganhava 2,65% e Frankfurt registrava alta de 1%. Na quarta-feira, a ação coordenada dos BCs não foi capaz de animar os mercados, que fecharam em baixa em todo mundo. Na Europa, Londres fechou em baixa de 5,18%, Paris perdeu 6,31%, Frankfurt caiu 5,88%. Por aqui, o Ibovespa caiu 3,85%, para 38.593 pontos. E em Nova York, o índice Dow Jones caiu 2%.   O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, afirmou na quarta-feira que outros bancos dentro do sistema financeiro americano podem quebrar, apesar do pacote de US$ 700 bilhões de dólares do governo para resgatar as instituições em dificuldade, segundo a BBC. "Mesmo com as novas medidas do Tesouro, algumas instituições financeiras devem falir", disse. Paulson disse que ainda que o plano de ajuda seja implementado rapidamente, a crise "afetou seriamente" a economia mundial" e não deve acabar em breve.   Durante a entrevista a repórteres, Henry Paulson confirmou a realização no sábado de uma reunião do G20, grupo atualmente presidido pelo Brasil, sobre a crise econômica mundial. A reunião improvisada será realizada em Washington, na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), que realiza, nesta semana, o seu evento semestral na capital americana.   Nesta quinta-feira, as autoridades financeiras da Islândia anunciaram a nacionalização do maior instituto creditício do país, o banco Kaupthing. No dia anterior, o governo assumiu o controle do terceiro maior banco local, o Glitnir, e um dia antes foi nacionalizado o segundo maior, o Landsbanki.   Ásia   O índice Hang Seng, de Hong Kong, encerrou com uma alta de 3,59% aos 15.985,39 pontos, recuperando parte da perda de quase 13% registrada em dois dias. Na Coréia do Sul, o índice Kospi subiu 0,64%, depois que o Banco Central sul-coreano anunciou um corte de 0,25% nos juros, para 5%. Já em Taiwan, o recuo foi de 1,45%. Na China, o principal indicador da bolsa de Xangai, o Composite, perdeu 0,84%. E no Japão os resultados foram mistos. O principal indicador da bolsa de Tóquio, o Nikkei 225, fechou em queda de 0,5% aos 9.157,49 pontos, o menor nível em cinco anos. Já o Topix, mais amplo, encerrou em alta de 0,68%.   (com BBC Brasil)

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