Bolsas européias sobem com expectativa de corte de juro

Investidores esperam que BCE e Banco da Inglaterra reduzam taxas seguindo decisão do Federal Reserve

Marcílio Souza, da Agência Estado,

30 de outubro de 2008 | 09h47

As principais bolsas européias operam em alta nesta quinta-feira, no encalço dos índices futuros de Wall Street e dos fortes ganhos registrados nos pregões asiáticos. Existe também a expectativa entre os investidores de que, após o corte de 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros da economia dos EUA, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BOE) seguirão o Federal Reserve e também reduzirão suas taxas na próxima semana.   Veja também: Japão e Alemanha vão gastar bilhões contra recessão Confiança cai ao pior nível em 15 anos na zona do euro Fed corta juros dos EUA para 1%, mais baixo desde 2004 Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise    As ações dos principais bancos europeus operam em alta, com a busca de barganhas por parte dos investidores. Por volta das 9 horas (de Brasília), UBS avançava mais de 4%, Commerzbank ganhava 5,3% e Santander subia 4,5%. Em Londres, os bancos também subiam (HBOS +8%, Lloyds +1,6%, Royal Bank of Scotland +1,4%).   A Bolsa de Frankfurt registrava ganho mais expressivo, por causa de balanços melhores que o esperado. Operadores dizem também que dinheiro novo está entrando no mercado desde ontem. As ações do Deutsche Bank avançavam 15%. Embora o lucro da instituição financeira tenha caído 75% no terceiro trimestre, o resultado ficou acima da previsão de analistas.   A varejista Metro, que saiu de prejuízo para lucro líquido no terceiro trimestre, ganhava 7,7%. Basf, que disse que cortará mil empregos até 2012, subia 5%. Volkswagen ganhava 12%, ajudada pelo aumento de 28% do lucro no acumulado de janeiro a setembro em comparação com o registrado em igual período do ano passado. A empresa é a única entre as grandes montadoras européias que até agora não fez alerta de lucro para o ano.   Em Londres, as mineradoras também eram ajudadas pela expectativa de que os bancos centrais tomarão medidas para estimular a economia, o que melhora a perspectiva para a demanda dessas empresas. Lonmin liderava os ganhos do setor, em alta de 7%.   Mais cedo, as transações no mercado de ações da Rússia denominado em rublo, o Moscow Interbank Currency Exchange (MICEX), foram suspensas por uma hora, depois que o índice técnico subiu mais de 5%, segundo informou a agência de notícias Interfax. Pouco antes da suspensão dos negócios, o MICEX estava com 692,56 pontos.   Às 9h20 (de Brasília), o FTSE-100, da Bolsa de Londres, subia 1,61%; o Dax, de Frankfurt, subia 3,90%; o CAC-40, de Paris, ganhava 0,92%. As informações são de agências internacionais.     Ásia   As bolsas de valores da Ásia registraram nesta quinta a terceira sessão consecutiva de valorização. Os custos mais baixos das operações de financiamento e os esforços internacionais para prover liquidez para os mercados emergentes ajudaram os investidores a deixarem ativos considerados mais seguros. Os mercados no Japão, Hong Kong e Coréia do Sul tiveram altas entre 10% e 12%, na esteira do corte de juro nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve reduziu para 1 por cento a taxa básica, o menor patamar desde junho de 2004.   China, Hong Kong, Noruega e Taiwan também promoveram cortes em suas taxas básicas de juro e as pressões aumentaram para que o Banco do Japão adote a mesma postura em sua reunião de política monetária de sexta-feira.   O índice MSCI da região Ásia-Pacífico, que exclui o comportamento do mercado japonês, subia 10,43%  na manhã desta quinta-feira, marcando a terceira alta consecutiva. A última vez que o indicador subiu por três sessões foi em meados de junho.   No Japão, o índice Nikkei da bolsa de valores de Tóquio encerrou o pregão com alta de 10%. Investidores compraram ações da Honda e da Canon, que vinha sofrendo desvalorizações por conta da alta da moeda local, o iene. (com Reuters)

Tudo o que sabemos sobre:
BolsasEuropaÁsiaCrise nos EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.