Bolsas europeias sobem, com perspectiva de alta liquidez

As bolsas da Europa reagiram com euforia às sinalizações dos bancos centrais dos EUA e da Inglaterra de que a política monetária acomodatícia poderá ser mantida por mais algum tempo. Os principais indicadores dos mercados acionários europeus fecharam o dia com altas que chegaram a ultrapassar 3%, revelando a expectativa dos investidores de que a farta liquidez permaneça impulsionando os negócios. Tanto EUA quanto Reino Unido vinham dando indicações de que poderiam iniciar em breve um novo ciclo de aumento de juros.

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

17 de outubro de 2014 | 14h25

Ontem, entretanto, o presidente da regional de St. Louis do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), James Bullard, comentou que, diante da redução nas perspectivas de inflação, a autoridade poderá estender o programa de recompra de ativos, que tem previsão para se encerrar neste mês.

Hoje, foi a vez do economista-chefe do BC da Inglaterra (BoE), Andrew Haldane, expressar desconforto com a economia global."Evidências recentes, tanto no Reino Unido como no mundo, mudaram minhas expectativas sobre a curva longa de juros", disse. "Isso significa que as taxas podem permanecer baixas por mais tempo do que eu esperava há três meses sem arriscar o cumprimento da meta inflacionária", afirmou.

Além disso, membros do Banco Central Europeu (BCE) voltaram a destacar que a instituição continuará com sua política de incentivo à atividade econômica, e o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, garantiu que dará continuidade a seu agressivo programa de estímulos monetários até que a inflação esteja bem ancorada em 2% ao ano.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 3,12%, fechando na máxima do dia, aos 8.850,27 pontos. Os papéis da Volkswagen subiram 4,51%, diante de notícias de que as vendas da montadora continuam a se recuperar, após seis anos de declínio. As ações dos bancos também tiveram forte avanço - as do Commerzbank subiram 4,47% e as do Deutsche Bank ganharam 3,24%, reagindo aos resultados acima do esperado apresentados por seus pares Morgan Stanley e Goldman Sachs nos EUA.

As expectativas de ganhos também impulsionaram os bancos em outras partes da Europa. As ações do Société Générale saltaram 5,26% e as do BNP Paribas subiram 3,41%, contribuindo para a alta de 2,92% do CAC-40, da Bolsa de Paris, que fechou aos 4.033,18 pontos. Em Madri, os papéis do Santander avançaram 3,46%, os do CaixaBank ganharam 5,36% e os do Banco Popular Español subiram 4,81%, com o Ibex-35 contabilizando alta de 2,97%, para 9.956,80 pontos.

A Bolsa de Milão foi a que apresentou elevação mais acentuada neste pregão, de 3,42%, aos 18.700,98 pontos, enquanto a de Londres teve variação menos intensa, mas ainda forte, avançando 1,85%, para 6.310,29 pontos. Em Lisboa, o PSI-20 ganhou 2,63% e encerrou o dia aos 5.046,10 pontos.

Na semana, porém, apenas o mercado alemão ficou no positivo. A Bolsa de Frankfurt acumulou alta de 0,70%, enquanto Paris caiu 0,99%, Londres cedeu 0,47%, Madri recuou 1,91%, Milão teve baixa de 2,60% e Lisboa perdeu 3,36%.

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