ESG

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Bolsas europeias sobem, puxadas por Black Friday

Os mercados europeus operam em alta acentuada, impulsionados pelo forte início da temporada de vendas nos EUA

28 de novembro de 2011 | 08h26

As bolsas da Europa operam com alta acentuada, com o sentimento sendo impulsionado pelo forte início da temporada de vendas nos EUA, visto como um sinal de que os consumidores dos EUA estão deixando o pior da atual crise para trás. "As vendas do fim de semana da Black Friday subiram 16% em relação ao ano passado, com os consumidores de varejo dos EUA gastando um valor recorde de US$ 52 bilhões durante o fim de semana, de acordo com a Federal Nacional de Varejo", afirmou o diretor de renda fixa da Evolution Securities, Gary Jenkins.

Segundo dados da Coremetrics, braço de pesquisa da IBM, divulgados no sábado, as vendas online durante a Black Friday aumentaram 24,3% em relação ao ano passado, um recorde, lideradas pela busca de computadores pessoais e aparelhos de comunicação móvel.

Surpreendentemente, os mercados estão ignorando a negativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que estaria em negociações para criar uma estrutura para um socorro da Itália. Um reportagem divulgada no domingo do jornal italiano La Stampa afirmou que o Fundo poderia fornecer entre € 400 bilhões e € 600 bilhões em ajuda financeira à Itália.

A notícia tinha dado muito apoio aos mercados de ações asiáticos e inicialmente ao euro. Apesar de o FMI ter despejado água fria sobre qualquer negociação, os mercados de ações estavam positivos em geral.

Às 7h58 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 2,28%, Frankfurt avançava 3,07%, Paris ganhava 3,62%. Entre os países periférico, Madri tinha alta de 3,26%, Lisboa (+2,38%) e Milão (+3,25%).

Até mesmo notícias de rebaixamentos de previsões do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 pelo Deutsche Bank e o Morgan Stanley fizeram pouco para diminuir o clima de otimismo. No entanto, o Deutsche Bank destacou um ponto positivo, depois de cortar a sua previsão do PIB no próximo ano para uma queda de 0,5% de um aumento de 0,4%. Segundo o banco, a boa notícia é que, se a perspectiva econômica piora, o mais provável é que o Banco Central Europeu (BCE) "terá de tomar medidas mais agressivas para lidar com um mecanismo de transmissão monetária comprometida e os riscos de deterioração crescente para a estabilidade de preços". As informações são da Dow Jones.

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