Bolsas européias têm o pior trimestre desde 2002

Mercado reage à divulgação do índice de inflação da região, que sobe muito além da meta do BCE

Agência Estado,

31 de março de 2008 | 13h56

As bolsas européias não mostraram direção única no último pregão do primeiro trimestre, visto como o pior trimestre desde 2002. O mercado reagiu à divulgação do índice de preços ao consumidor da zona do euro em março, que mostrou alta anual de 3,5%, após elevação de 3,3% em fevereiro. A meta do Banco Central Europeu (BCE) para o ano de 2008 é uma elevação de 2%.  As ações do setor de telecomunicações caíram, após rebaixamento de recomendação do Morgan Stanley para a britânica Vodafone e previsões de maior pressão das autoridades reguladoras européias sobre as companhias do setor. As do setor de energia subiram. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 9,2 pontos (0,16%), em 5.702,1 pontos. As ações da Shell subiram 1,70%, depois de a empresa anunciar grandes contratos para investimentos na área de informática; outras ações do setor de energia também subiram (BG +2,28%, BP +1,79%, Cairn Energy +1,14%).  No setor de telecomunicações, as ações da Vodafone caíram 3,89%, após rebaixamento de recomendação pelo Morgan Stanley. As ações da seguradora Friends Provident subiram 2,91%, depois de a empresa rejeitar uma oferta de aquisição de 3,5 bilhões de euros (US$ 7 bilhões) do fundo norte-americano de private equity JC Flowers. No setor de mídia, as ações da ITV caíram 6,77%, após rebaixamento de recomendação pelo UBS. No mês de março, o FT-100 acumulou uma queda de 3,10%. No ano de 2008, o índice acumula uma queda de 11,69%. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 11,15 pontos (0,24%), em 4.707,07 pontos. A alta foi atribuída ao fato de o índice de atividade industrial dos gerentes de compras de Chicago, nos EUA, ter superado as previsões. Um trader disse que os volumes deverão ser reduzidos até o fim da semana. No setor de tecnologia, as ações da STMicroelectronics subiram 1,66%, em reação ao anúncio de uma joint venture entre a empresa e a norte-americana Intel. As ações da Pernod Ricard caíram 4,30%, em reação ao anúncio da aquisição da Vin & Spirit, da Suécia. No setor financeiro, as ações do Société Générale caíram 3,28%. No mês de março, o CAC acumulou uma queda de 1,74%; no ano de 2008, o índice acumula uma queda de 16,16%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 24,93 pontos (0,38%), em 6.534,97 pontos. Um trader disse que o índice chegou a cair a 6.429 pontos, mas recuperou terreno depois da divulgação do índice dos gerentes de Chicago; para ele, a cautela deverá prevalecer até o fim da semana, quando saem os indicadores norte-americanos mais importantes. As ações do Commerzbank caíram 1,64%, em meio a preocupações quanto a baixas contábeis do suíço UBS. As da Deutsche Telekom recuaram 1,59%. Em março, o DAX acumulou uma queda de 3,16%. Desde o início de 2008, o índice acumula uma queda de 18,99%. A Bolsa de Milão fechou com o índice S&P-Mib em queda de 80 pontos (0,25%), em 31.616 pontos. Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 173,40 pontos (1,29%), em 13.269,00 pontos. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, fechou em baixa de 50,13 pontos (0,48%), em 10.495,94 pontos.  Bovespa Por aqui, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana volátil e só está conseguindo se manter no terreno positivo por mais tempo graças ao bom desempenho das suas blue chips Petrobras e Vale. O fato de ser o último pregão de março e virada de trimestre estimula algumas operações de window dressing - embelezamento de carteiras - mas esse efeito deverá ser melhor dimensionado perto do fechamento do pregão, segundo operadores.  O Ibovespa chega ao final do mês com perda acumulada no período de mais de 4%, o que, em tese, pode levar os investidores a melhorarem um pouco de suas carteiras. Às 15h21, o principal índice registrava variação negativa de 0,33%, refletindo também o comportamento favorável das bolsas em Nova York, mas que não inspiram muita firmeza.

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