Bolsas mundiais caem por insegurança no varejo americano

Pequim encabeçou as perdas, com queda de 5,79%; mercado havia acumulado altas seguidas no último mês

Reuters e Associated Press,

17 de agosto de 2009 | 07h53

Os mercados mundiais e os preços do petróleo estão em queda nesta segunda-feira, 17, devido a temores sobre as projeções do consumo nos Estados Unidos que frearam as esperanças sobre o ritmo da recuperação econômica mundial, apesar do anúncio de crescimento do PIB japonês após doze meses de recessão.

 

Na Europa, às 10h40 (horário de Brasília) o índice britânico FTSE 100 estava em queda de 1,54%, acompanhado pelo índice alemão DAX, com queda de 1,69%, e do CAC-40 da França, com queda de 1,97%. Os mercados financeiros tiveram um último mês de ganhos, quando muitos alcançaram seu melhor patamar no ano.

 

Bolsas asiáticas

 

As bolsas de valores da Ásia fecharam em baixa nesta segunda-feira e atingiran o menor patamar em mais de duas semanas, em meio a crescentes convicções de que a valorização do mercado ultrapassou os fundamentos econômicos.

 

A bolsa de Pequim encabeçou as perdas, com queda de 5,79%, menor patamar desde meados de junho. O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio caiu 3,1%, alcançando a mínima em duas semanas, apesar de dados mostrarem que a economia saiu da mais longa recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Em Seul, o índice Kospi caiu 2,78% e a bolsa de Hong Kong fechou em baixa de 3,62%.

 

Vendas generalizadas abateram os mercados acionários asiáticos, com as ações dos setores financeiro, industrial e de matérias-primas registrando as maiores perdas dentro do índice MSCI, que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão. Às 7h42 (horário de Brasília), o indicador afundava 3,74%.

Ainda assim, o MSCI acumula alta de 73% desde março, quando um rali global dos mercados acionários começou em meio a esperanças de que o pior declínio econômico acabou e de que sinais de recuperação resultariam em balanços corporativos mais positivos.

"Essa é a realidade. Os mercados subiram tão rapidamente, descontando um cenário que talvez nunca irá se materializar", disse Bratin Sanyal, diretor de investimento da ING, referindo-se a esperanças de uma rápida recuperação.

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