Bolsas mundiais despencam e puxam Bovespa

O pessimismo que tomou conta do mercado há algumas semanas vem se agravando. Hoje os negócios voltam a estar muito tenso e os índices continuam em queda livre, em grande parte por causa do maior pedido de concordata da história, feito pela WorldCom - a controladora da Embratel -, que acumula dívida de US$ 41 bilhões. A empresa divulgou há um mês que os balanços haviam sido fraudados, e agora tenta uma reestruturação.Há pouco, o limitador de negócios foi acionado na Bolsa de Nova York, suspendendo temporariamente as transações. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - apresenta baixa de 2,38%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - cai 2,31%. No Brasil, os efeitos foram imediatos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 3,06% em 10259 pontos No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagam taxas de 21,430% ao ano, frente a 21,120% ao ano sexta-feira. O dólar comercial está sendo vendido a R$ 2,8770; em alta de 0,38% em relação às últimas operações de sexta-feira.Os mercados europeus acabam de fechar, com fortes perdas. Em Londres, o FTSE-100 cai 4,95%; chegando ao nível mais baixo em quase seis anos. O CAC-40 de Paris caiu 5,25% e a Bolsa de Frankfurt é uma das mais afetadas, com queda de 5,57%. As principais Bolsas da Ásia também encerraram a segunda-feira em baixa. Conforme apurou a repórter Patrícia Lara, o mercado sul-coreano liderou as perdas na região, com o índice Kospi despencando 33,72 pontos (-4,47%), para 720,90 pontos. A forte baixa foi atribuída às preocupações com os EUA e às perspectivas de que o país registre exportações fracas no restante do ano. Nos mercados de Hong Kong, Taipé e Bangcoc, os índices referenciais caíram mais de 2%.

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