Bolsas na Ásia caem com resultado da GE e medo de recessão

Esforços do G7 não foram suficientes para animar os investidores; maior perda porcentual ocorreu na China

Reuters,

14 de abril de 2008 | 08h02

As principais bolsas asiáticas começaram a semana em queda depois que os esforços do G7 para apoiar os Estados Unidos falharam. As ações do grupo, que reúne os países mais industrializados do mundo, não conseguiram recuperar os ânimos derrubados pelo balanço mais fraco que o esperado da empresa General Electric e pela queda ocorrida na sexta-feira em Wall Street, que trouxe novamente à tona os temores de uma recessão na economia norte-americana. A maior perda porcentual ocorreu na China, que também contribuiu para influenciar negativamente outros mercados vizinhos.   Veja também: Cronologia da crise financeira  Entenda a crise nos Estados Unidos     Às 7h50 (horário de Brasília) o índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão caia 2,23% , aos 465 pontos, próximo ao fim dos negócios. Na China, o índice Xangai Composto caiu 5,6% e fechou aos 3.296,67 pontos, a maior queda diária desde 28 de janeiro, quando o índice desabou 7,2%. O índice Nikkei da bolsa de Tóquio despencou 3,05%, para 12.917 pontos. Em Seul a queda foi de 1,85%, aos 1.746 pontos, enquanto o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, caiu 3,47%, em 23.811 pontos. Na Austrália a perda foi de 1,78%, para 5.342 pontos.   Os países do G7 surpreenderam os investidores ao expressarem preocupações sobre as variações nas cotações das grandes moedas, o sinal mais forte desde 2000 de que os líderes mundiais não querem ficar de braços cruzados frente à queda do dólar. A tentativa de dar força do dólar, que já se desvalorizou 123 ienes desde julho de 2007, teve pouco efeito nos mercado asiáticos, que se viu assustado com o balanço do primeiro trimestre da americana GE divulgado na última sexta-feira, no qual e empresa mostrou uma quase de 6% nos lucros, além de dados apontando uma recessão nos Estados Unidos.   "A tendência do dólar fraco não muda porque o G7 mostrou preocupação sobre a fraqueza da moeda, já que ela está baseada em fundamentos", afirmou Tohru Sasaki, chefe de câmbio no JPMorgan Chase Bank. "O ganho do dólar é limitado à medida e que o mercado se volta para os dados e balanços".   A surpresa da GE, vista como um termômetro da economia por conta de seu amplo leque de negócios, sugere que a crise de crédito deve mostrar seus efeitos nos próximos balanços, derrubando setores industriais numa desaceleração iniciado no segmento bancários. "Para a maior parte do ano, prestaremos atenção no crescimento dos lucros, ou a falta dele. Este é o grande risco para os mercados agora", apontou Simon Doyle, chefe de estratégia na Schroder Investment, em Sydney.   (com Agência Estado)

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