Bolsas na Ásia encerram semana em alta; Xangai avança 2,2%

Bons números da economia chinesa e alta registrada em Wall Street influenciam o mercado asiático

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

11 de setembro de 2009 | 08h41

Os mercados da Ásia terminaram a semana no campo positivo. Nesta sexta-feira, a maioria das bolsas da região foi influenciada pela alta em Wall Street e pelos bons números da economia da China.

 

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A Bolsa de Hong Kong atingiu a maior pontuação em mais de um ano, com os investidores animados com a contínua recuperação da economia chinesa. O índice Hang Seng subiu 91,86 pontos, ou 0,4%, e encerrou aos 21.161,42 pontos, o maior fechamento desde 29 de agosto de 2008 - na semana, o índice acumulou ganhos de 4,1%. Destaque para as ações do setor financeiro. Bank of Communications ganhou 1,8%, Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) adicionou 0,9% e China Life Insurance avançou 0,4%.

 

Números da produção industrial e dos empréstimos de agosto mais fortes do que o esperado e a declaração do premiê Wen Jiabao de que irá manter a política econômica fizeram as Bolsas da China fechar em forte alta, com os bancos peso pesado liderando os ganhos. O índice Xangai Composto ganhou 2,2% e encerrou aos 2.989,79 pontos - na semana, o índice apresentou elevação de 4,5%. Já o índice Shenzhen Composto subiu 1,6% e terminou aos 1.016,51 pontos. ICBC faturou 3,5%, Bank of China adicionou 3,3% e China Construction Bank saltou 4,5%.

 

Os bons números da economia e uma queda na taxa de paridade central dólar-yuan levaram a moeda chinesa a se valorizar em relação à unidade dos EUA. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,8290 yuans, de 6,8294 yuans do fechamento de quinta-feira.

 

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em ligeira alta. Com forte redução no volume de negociações, o índice Taiwan Weighted subiu 0,1% e terminou aos 7.337,14 pontos, o maior fechamento desde 24 de julho de 2008. No setor eletrônico, TSMC baixou 1,7% e MediaTek recuou 1,6%. Shining Building Business ganhou 2,3%. Wei Chuan Foods disparou 4,6%.

 

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em alta com a continuação das compras por investidores estrangeiros. O índice Kospi ganhou 0,4% e encerrou aos 1.651,7 pontos, maior pontuação desde 1º de julho do ano passado. As ações financeiras foram impulsionadas pela expectativa de melhora nos resultados no segundo semestre. KB Financial Group subiu 4,1% e Shinhan Financial Group ganhou 3,4%. Realizações de lucros pesaram sobre tecnológicas e montadoras. LG Electronics declinou 4,1% e Hyundai Motor baixou 2,8%.

 

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney subiu 0,6% e voltou a bater o recorde de 11 meses, fechando aos 4.596,1 pontos. BHP Billiton avançou 0,8%.

 

O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, ganhou 1,2% e encerrou aos 2.870,83 pontos.

 

A Bolsa de Cingapura terminou estável, com os investidores relutantes em fazer grandes apostas. O índice Straits Times recuou 0,04% e fechou aos 2.681,03 pontos.

 

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 0,2% e fechou aos 2.415,94 pontos, favorecido pela valorização da rupia, compras de ações relacionadas a petróleo devido à alta dos preços da commodity.

 

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, ganhou 0,7% e fechou aos 707,81 pontos, marcando a sétima sessão consecutiva de alta, maior sequência de ganhos em quatro meses.

 

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,6% e fechou aos 1.208,28 pontos. Com liderança de ações de bancos e financeiras, o índice chegou a atingir os 1.210,36 pontos, mas sucumbiu às realizações de lucros antes do fim de semana na sessão da tarde. As informações são da Dow Jones.

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