Bolsas na Ásia recuam em dia calmo, mas Xangai sobe

As bolsas de valores da Ásia recuaram nesta segunda-feira, afastando-se ainda mais das máximas em 13 meses atingidas na semana passada, com investidores receosos de que os preços possam ter subido muito além dos fundamentos econômicos.

UMESH DESAI, REUTERS

21 de setembro de 2009 | 08h00

Na Coreia do Sul, a entrada de capital estrangeiro nas ações impulsionou o won para o nível mais alto em 11 meses, forçando autoridades a intervir de forma a conter a força da moeda e impedir um declínio na competitividade de exportação do país. Ainda assim, a bolsa de SEUL cedeu 0,25 por cento, para 1.695 pontos.

O dólar ampliou os ganhos da semana passada, com traders cobrindo posições vendidas antes da reunião sobre política monetária do Federal Reserve nesta semana e da cúpula de líderes do G20, em Pittisburg.

O avanço da moeda norte-americana afastou o ouro do maior patamar em quase 18 meses. A commodity, considerada um refúgio em momentos de aversão a risco, alcançou a mínima em uma semana e foi negociada abaixo de 1 mil dólares a onça.

Na Ásia, a sessão foi pacata e o volume de negócios permaneceu baixo, com o mercado japonês fechado até quinta-feira em razão de feriado. Cingapura, Índia, Indonésia, Malásia e Filipinas também estiveram fechados nesta segunda-feira por feriado.

Às 7h30 (horário de Brasília), o índice MSCI caía 0,61 por cento, para 389 pontos.

O indicador saltou 80 por cento desde meados de março, quando os mercados globais começaram o rali em meio a esperanças de que a crise financeira atingiu o fundo do poço.

Gerentes de fundos de investimento esperam que companhias asiáticas apresentem melhora no desempenho financeiro e disseram que o tom geral do mercado permanece positivo.

"O ambiente macro se estabilizou. Esperamos que os balanços corporativos na Ásia voltem a ser muito favoráveis", disse Victoria Ip-Cheung, diretor de renda fixa do MFC Global Investment Management, que administra 250 bilhões de dólares de ativos.

"Os investidores se posicionaram longe de alguns temas da China e mais próximos de temas que visam a recuperação dos Estados Unidos", acrescentou Konyn.

A bolsa de XANGAI chegou a cair mais de 3 por cento antes de anular as perdas e registrar oscilação positiva de 0,15 por cento, a 2.967 pontos.

O declínio foi motivado por preocupações sobre um forte aumento nas ações por meio de futuras ofertas públicas iniciais.

Os papéis em SYDNEY perderam 0,34 por cento, enquanto em TAIWAN retrocederam 0,32 por cento e em HONG KONG 0,7 por cento.

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