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Bolsas na Ásia se recuperam ajudadas por China

Otimismo dos investidores chineses ajudaram a Xangai fechar em alta de 1,13%

Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado,

18 de agosto de 2009 | 09h30

Os principais mercados da Ásia apresentaram elevação nesta terça-feira, após as fortes quedas registradas ontem. O otimismo dos investidores chineses, além da presença dos caçadores de pechinchas, ajudou a alavancar as bolsas da região. Alguns mercados, contudo, continuaram influenciados pela baixa em Wall Street.

 

As Bolsas da China se recuperaram, após dois pregões seguidos de forte queda. No início da sessão, os investidores ficaram de lado por causa das perdas em Wall Street. Posteriormente, a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião ajudou o mercado a fechar em alta. O índice Xangai Composto subiu 1,4% e encerrou aos 2.910,88 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 1,3% e terminou aos 968,39 pontos. Entre as ações mais negociadas estiveram as da Baoshan Iron & Steel, com valorização de 3%; Zijin Mining Group, que adicionou 3%; e China Shenhua Energy, que faturou 0,9%.

 

Everbright Securities, que fez sua estreia em Xangai, fechou em alta de 30%, mas chegou a avançar 46% durante o pregão. O ganho da 11ª maior corretora em ativos do país, no entanto, ficou abaixo do registrado por outras empresas que se listaram recentemente, por causa das preocupações com a perspectiva econômica geral do país e com os resultados financeiros de empresas do setor.

 

A valorização do euro sobre o dólar e uma alta acima das expectativas na taxa de paridade central dólar-yuan fizeram a unidade chinesa se valorizar em relação à moeda norte-americana. No mercado de balcão, a cotação do dólar foi de 6,8339 yuans, de 6,8365 yuans do fechamento de segunda-feira.

 

A recuperação dos mercados chineses estimulou a procura por barganhas na Bolsa de Hong Kong, o que fez o índice Hang Seng ter alta de 0,8% e fechar aos 20.306,27 pontos. Após perder 8,2% nas últimas seis sessões, China Mobile subiu 0,4%, após o Credit Suisse elevar o seu preço-alvo. Entre os bancos, Bank of China avançou 1,1%, Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) ganhou 0,4% e Bank of Communications teve alta de 0,8%.

 

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em forte declínio pela segunda sessão consecutiva. O índice Taiwan Weighted caiu 2,1% e terminou aos 6.789,77 pontos, o pior fechamento desde 16 de julho. O setor de turismo liderou a baixa por causa dos estragos causados pelo recente tufão. Formosa International Hotels desabou 4%. No segmento financeiro, Chinatrust Financial recuou 2,8%.

 

Na Coreia do Sul, os ganhos em ações defensivas e de tecnologia ajudaram o índice Kospi da Bolsa de Seul a avançar 0,2%, fechando aos 1.550,24 pontos. Samsung Electronics avançou 2,4% e Hynix Semiconductor fechou com alta de 1,9%. Bancos e corretoras foram afetados por realizações de lucros. KB Financial Group caiu 1,4%.

 

A Bolsa de Sydney, na Austrália, teve um pregão misto, que terminou em leve baixa, com o índice S&P/ASX 200 recuando 0,2%, fechando aos 4.381,6 pontos. BHP Billiton ganhou 0,4%, enquanto Rio Tinto caiu 0,4% e Fortescue cedeu 3,9%.

 

O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, baixou 1,4% e encerrou aos 2.731,55 pontos.

 

A Bolsa de Cingapura fechou em alta, recuperando-se da queda de segunda-feira por causa da alta nas ações em Xangai. O índice Straits Times subiu 0,9% e terminou aos 2.567,72 pontos.

 

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 2,1% e fechou aos 2.336,98 pontos, devido a vendas de ações relacionadas a petróleo após recentes quedas nos preços da commodity. Fundos estrangeiros também realizaram lucros, empurrando para baixo o índice.

 

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,4% e fechou aos 1.164,41 pontos, por causa de correção. As informações são da Dow Jones.

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