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Bolsas na Europa caem após balanço do banco Goldman Sachs

Queda das ações do banco norte-americano provocam uma leve pressão no mercado financeiro europeu

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

15 de outubro de 2009 | 09h03

Os investidores tomam fôlego no exterior e olham para os balanços do Citigroup e do Goldman Sachs, divulgado nesta quinta-feira, 15, para tomar direção depois dos ganhos desta última quarta-feira, que colocaram o índice Dow Jones acima dos 10 mil pontos no fechamento. O mercado buscará sinais também nos indicadores norte-americanos que saem ao longo da manhã, como o CPI e os índices de atividade industrial em Nova York e Filadélfia.

 

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O banco norte-americano Goldman Sachs divulgou lucro por ação de US$ 5,25 no terceiro trimestre, superando a previsão dos analistas da Thomson Reuters de US$ 4,24 por ação. Mas suas ações caíram 1,19% na sequência, provocando uma leve pressão nas bolsas. Londres caía 0,30%, Frankfurt cedia 0,32% e Paris recuava 0,11% às 8h27 (de Brasília). O futuro S&P 500 perdia 0,29% e o Nasdaq-100 recuava 0,27%. Ontem, o Dow Jones fechou a 10.015,86 pontos, depois de subir 1,5%. O índice não operava acima de 10 mil pontos desde 7 de outubro de 2008 e não fechava na marca desde 3 de outubro do ano passado. O S&P 500 encerrou ontem sua oitava sessão de ganho.

 

Até no mercado de câmbio os investidores aproveitaram para embolsar lucros, considerando também que ainda não é prudente atravessar o patamar de US$ 1,50 antes de uma melhor definição do humor dos investidores.

 

Mais cedo, a divisa norte-americana foi abatida pela sensação de que o juro norte-americano seguirá oferecendo remuneração inferior à de outros países ainda por um longo período. Ontem, na ata de sua reunião mais recente, o Fed advertiu que o crescimento no país pode ser mais fraco do que o antecipado. Em contrapartida, o banco central australiano observou que o juro do país não pode ser mantido baixo por muito tempo. Na semana passada, o Banco da Reserva da Austrália foi o primeiro a mover a taxa para cima entre os países do G-20 desde o início da crise. A divulgação de alta anual de 1,7% do índice de preços ao consumidor no terceiro trimestre da Nova Zelândia, acima da previsão de 1,1%, também alimentou a expectativa de alta de juro em países fora os EUA.

 

O euro renovou máxima em 14 meses, aos US$ 1,4967, maior cotação desde 13 de agosto do ano passado. Mas às 8h24 (de Brasília), valia US$ 1,4883, em queda de 0,47%. O dólar subia 0,88% para 90,27 ienes.

 

A pressão sobre a moeda norte-americana não influenciou as commodities e os metais caem refletindo um movimento de consolidação de baixa dos ganhos acumulados recentemente. O cobre para dezembro, negociado na Comex eletrônica, perdia 2,20% para US$ 2,7805 por libra peso. O petróleo WTI, negociado na Nymex eletrônica, perdia 0,11% para US$ 75,10 o barril. A marca de US$ 75 é observada e pode ser reforçada ou abandonada depois da divulgação dos números sobre os estoques norte-americanos, às 11h30 (de Brasília).

 

No cenário corporativo, a maior fabricante de celulares do mundo, Nokia (-5%), decepcionou ao anunciar inesperado prejuízo líquido de 559 milhões de euros (US$ 836 milhões) no terceiro trimestre, em consequência de pesados ajustes contábeis na joint venture de equipamentos de rede Nokia Siemens Networks, somando 908 milhões de euros. A notícia arrastou outros papéis do setor para baixo. As informações são da Dow Jones.

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