Bolsas na Europa fecham divergentes; setor de tecnologia sobe

Londres, Paris e Madri registraram queda nesta quinta-feira; Londres caiu com investidores consolidando ganhos

Marcílio Souza, da Agência Estado,

10 de setembro de 2009 | 13h43

As principais bolsas europeias fecharam de forma divergente nesta quinta-feira, 10, com ganhos em ações de tecnologia compensando perdas nos setores químico e financeiro. O diretor de estratégia da F&C Asset Management, Ted Scott, apontou que as bolsas subiram muito rapidamente e que o mercado está posicionado para uma correção, portanto há bastante ceticismo com relação à sustentabilidade do rali.

 

A elevação da previsão de resultados trimestrais pela norte-americana Texas Instruments, anunciada ontem, ajudou as ações de tecnologia, mas houve também notícias positivas locais sobre o setor. ASML Holding avançou 2,1%, após aumentar estimativa de vendas. SAP, que reiterou sua previsão para 2009, avançou 2,7%. STMicroelectronics subiu 2%, Infineon Technologies ganhou 3% e Nokia, 0,9%.

 

A bolsa de Londres fechou com o índice FT-100 em baixa de 16,62 pontos, ou 0,33%, aos 4.987,68 pontos, com os investidores consolidando os ganhos registrados ontem. A decisão de manter a taxa básica de juros em 0,5%, anunciada hoje pelo Banco da Inglaterra, veio em linha com o previsto. "O FT-100 já subiu quase 20% nos últimos dois meses, portanto existe espaço para vendas a partir de agora", disse o estrategista David Jones, do IG Index. "Mas também não há nada que indique que devemos esperar uma queda forte", acrescentou.

 

A bolsa de Frankfurt fechou com o índice Dax em alta de 20,51 pontos, ou 0,37%, aos 5.594,77 pontos. As ações da operadora de aeroportos Fraport subiram 3,5%, após o grupo reiterar a previsão de Ebitda entre 500 milhões e 530 milhões de euros para este ano e afirmar que o Ebitda do ano que vem deverá superar 600 milhões de euros. ThyssenKrupp ganhou 1,6%, após o Royal Bank of Scotland elevar a recomendação para o conglomerado de manter para comprar.

 

Em Paris, o CAC-40 recuou 1,82 ponto, ou 0,05%, para 3.705,87 pontos. As oscilações do dólar e da gasolina ditaram boa parte dos movimentos do pregão, segundo um operador. Vivendi, ainda sentindo o efeito de sua oferta à brasileira GVT, fechou pelo segundo dia consecutivo em queda, de 2,2%. EADS subiu 4,4%, após seu executivo-chefe afirmar que a atividade no setor aeroespacial está começando a melhorar.

 

A bolsa de Madri fechou com o índice Ibex-35 em queda de 121,20 pontos, ou 1,06%, aos 11.340,8 pontos. O aumento de capital pelo Banco Popular provocou perdas em ações do setor. Banco Popular recuou 4,9% e Santander cedeu 1,8%, liderando em volume. O índice PSI-20, da bolsa de Lisboa, subiu 71,01 pontos, ou 0,89%, para 8.070,07 pontos. Galp ganhou 0,8%, com o início da produção em um campo em Angola no qual a empresa possui uma fatia de 9%. Banco Comercial Português avançou 1,6% com a notícia de que suspendeu a venda de uma unidade na Turquia. As informações são da Dow Jones.

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