Bolsas na Europa fecham no vermelho por bancos e farmacêuticas

O principal índice de ações da Europa encerrou em baixa nesta quinta-feira, conduzido pelo declínio das ações de bancos e farmacêuticas.

REUTERS

25 de junho de 2009 | 13h19

A notícia de que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiu inesperadamente na semana também atingiu a confiança dos investidores.

O índice FTSEurofirst 300, referência das principais bolsas europeias, recuou 1 por cento, para 845 pontos, segundo dados preliminares. Mas o indicador se recuperou cerca de 30 por cento frente à mínima histórica atingida no início de março.

Os bancos compunham o segmento que mais pressionou o índice. A ação do Standard Chartered perdeu 2,4 por cento, enquanto as do HSBC, Credit Suisse e UBS retrocederam entre 2,1 e 5,9 por cento.

"Considerando os dados (de auxílio-desemprego) dos EUA, as coisas não estão realmente se desenvolvendo em linha com as expectativas. O mercado de trabalho ainda não está em ótima forma, o que esfriou as coisas para um certo degrau de baixa", disse Heino Ruland, estrategista do Ruland Research.

"Investidores estão procurando por alguns fatos mais firmes de que as coisas realmente estão melhorando. Eu acho que teremos mercados instáveis nas próximas duas ou três semanas pelo menos", acrescentou ele.

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA subiram em 15 mil, para um patamar sazonalmente ajustado e maior que o previsto de 627 mil, contra leitura revisada de 621 mil uma semana antes, informou o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam que os pedidos caíssem para 600 mil, contra 608 mil registrados anteriormente.

Entretanto, investidores foram consolados pela leitura final do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, que se contraiu menos do que o esperado.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,64 por cento, a 4.252 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX recuou 0,73 por cento, para 4.800 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 caiu 0,68 por cento, para 3.163 pontos.

Em MILÃO, o índice Mibtel cedeu 0,52 por cento, para 18.940 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 ganhou 0,52 por cento, para 9.667 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 avançou de 0,17 por cento, para 6.996 pontos.

(Reportagem de Joanne Frearson)

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