Bolsas nos EUA sobem e S&P atinge patamar recorde a 2 mil pontos

Índice que reúne as 500 maiores empresas industriais dos EUA mais que triplicou a pontuação desde a crise financeira

, Reuters

25 de agosto de 2014 | 19h02

O índice S&P 500 não conseguiu se sustentar acima dos 2 mil pontos, depois de superar a marca pela primeira vez nesta segunda-feira, mas ainda assim fechou em nível recorde, impulsionado pelo sector financeiro e por ações de biotecnologia.

O índice Dow Jones subiu 0,44%, aos 17.076 pontos. O S&P 500 ganhou 0,48%, e fechou aos  1.997 pontos, depois de chegar a 2.001 pontos. Já o Nasdaq avançou 0,41%, para 4.557 pontos.

A importância do marco foi mais psicológico do que fundamental e representa o ponto alto de um rali de quase seis anos que tem impulsionado as aposentadorias dos norte-americanos, embora os ganhos tenham beneficiado os mais ricos. Com base no retorno total, o S&P 500 mais que triplicou desde que atingiu o seu nível mais baixo durante a crise financeira em 2009.

"Psicologicamente é algo importante fechar acima de 2.000 pontos, mas isso ganha importância se os mercados oscilarem em torno deste número por um longo período", disse Sean Lynch, diretor de estratégia global de ações para Wells Fargo Private Bank, em Omaha, Nebraska.

Os índices subiram apesar de indicação de cautela, incluindo a redução de estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e o conflito entre Ucrânia e Rússia.

As ações dos EUA têm subido fortemente nos últimos tempos. Dow e S&P subiram em sete das últimas 10 sessões, enquanto o Nasdaq subiu em oito dos últimos 10 dias de negociação.

Ações de biotecnologia, que se recuperaram de forte queda no início deste ano para se tornar o principal motor dos ganhos recentes de capital, continuaram a se destacar nesta segunda-feira. O índice Nasdaq Biotech subiu 2,4% e acumula alta de 8,6% no mês.

InterMune subiu 35,4%, após concordar em ser comprada pela Roche Holding AG por US$ 8,3 bilhões, em dinheiro. As ações financeiras estavam entre as mais fortes do dia, em meio às expectativas de que a Europa pode ampliar estímulos monetários.

O Burger King está em negociações para comprar a rede canadense Tim Hortons, transferindo a sede da compradora para o Canadá, que tem os impostos menores. As ações da Burger King saltaram 19,5%, enquanto as da Tim Hortons subiram 18,9%.

(Reportagem de Chuck Mikolajczak)

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