Bolsas oscilam e Europa opera em queda

Bolsas da Ásia fecharam em alta. Na Europa, depois de abertura positiva, bolsas operam em queda

Agência Estado,

23 de janeiro de 2008 | 07h23

Depois de observar a recuperação das bolsas na Ásia, que fecharam em alta nesta quarta-feira, os investidores aguardam a abertura dos mercados norte-americanos. Deve vir de lá o tom dos negócios hoje. Enquanto isso, na Europa, as bolsas oscilam. Depois de uma abertura positiva, os índices de ações estão em queda. Às 8h03, a bolsa de Londres operava estável, a de Paris cedia 0,04% e a de Frankfurt declinava 0,73%. Segundo analistas, a mudança de rumo aconteceu porque a expectativa de um corte de juros também na Europa não se confirmou.        Veja também: Em meio a incertezas, Copom decide juro Fed reduz juro e alivia mercados Com corte de juros dos EUA, bolsas asiáticas fecham em altaEspecialistas recomendam cautela com ações Entenda a crise nos Estados Unidos  Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro   Em discurso, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, não deu nenhum sinal de afrouxamento da política monetária. Ele afirmou que os bancos centrais devem ancorar as expectativas de inflação em "tempos difíceis" para evitar encorajar a volatilidade dos mercados.  Em Londres, o volume de negócios é reduzido. "Os volumes estão especialmente reduzidos devido ao fato de ser o dia seguinte à decisão do Fed", disse um operador. Ainda na Inglaterra o fato de PIB preliminar do quarto trimestre ter vindo acima do esperado também funciona como uma trava para as bolsas. O PIB teve expansão de 0,6% no quarto trimestre, quando o esperado era alta de 0,5%. A decisão do banco central dos Estados Unidos (Fed) de reduzir o juro básico do país - de 4,25% ao ano para 3,5% ao ano -, promovida na terça-feira, animou os investidores, mas não afastou definitivamente o risco de recessão nos Estados Unidos. O presidente do país, George W. Bush, anunciou na semana passada um pacote de ajuda fiscal no valor de US$ 150 bilhões e já sinalizou com aumento dos recursos. Enquanto aguardam a aprovação do pacote no Congresso americano, os investidores pedem mais: no final do mês, o juro americano pode cair novamente. Todas as atenções continuam voltadas para os sinais que a economia dos Estados Unidos dará nos próximos dias. Números do mercado de trabalho e do varejo devem mostrar o ritmo da atividade econômica do país. A cada dado divulgado, os investidores vão reagir.  No Brasil, os investidores aguardam nesta quarta a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá manter a taxa básica de juros (Selic) em 11,25% ao ano. Além disso será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas. Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 4,45%, mas ainda acumula queda de 12,19% no ano. O dólar comercial fechou no patamar mínimo do dia, em R$ 1,7920 e sobe 0,96% no mês de janeiro. Nesta quarta, devem repercutir na abertura os resultados da Apple, divulgados na noite de terça, depois do fechamento dos negócios. Como os números vieram abaixo do esperado, as perspectivas não são boas. No mercado pós-fechamento (after hours), as ações da empresa chegaram a cair 10%. Os investidores também vão repercutir os resultados da Motorola, que serão anunciados antes da abertura dos negócios. A expectativa é de um lucro de US$ 0,13 por ação. Matéria atualizada às 8h10.

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