Chinatopix/AP
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Dólar fecha em R$ 4,3510, nova máxima nominal histórica

Desaceleração do coronavírus na China favorece commodities; moeda americana é negociada nas casas de câmbio entre R$ 4,47 e R$ 4,55; Bolsa fechou em alta de 1,13%, a 116.674,13 pontos

Altamiro Silva Junior, Luciana Xavier e Niviane Magalhães, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2020 | 11h54
Atualizado 12 de fevereiro de 2020 | 21h28

O dólar fechou na nova máxima nominal, a R$ 4,3510, e o real já é uma das divisas com pior desempenho no mercado internacional, atrás somente da lira turca, enquanto o Ibovespa tenta segurar os 117 mil pontos. 

De acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, acompanhando nove casas de câmbio, o dólar turismo chega a ser negociado a R$ 4,55. O valor mais baixo encontrado nesta quarta é de R$ 4,47. 

O avanço na cotação da moeda americana acompanha a decepção de investidores com o resultado fraco do comércio varejista. O resultado do comércio divulgado pelo IBGE ficou abaixo das medianas esperadas pelo mercado no fim do ano quanto no consolidado para 2019

Bolsa

O Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira em alta de 1,13%, a 116.674,13 pontos, em recuperação pelo segundo dia - o ganho na terça foi de 2,49% -, após ter fechado  na segunda-feira no menor nível desde 16 de dezembro.

O índice oscilou entre mínima de 115.371,20 e máxima de 117.580,93 pontos, perdendo parte do vigor a partir das 17h. Na semana, acumula agora ganho de 2,55%, praticamente o mesmo avanço do mês (+2,56%) - no ano, a alta até aqui é de apenas 0,89%. O giro financeiro totalizou R$ 74,6 bilhões nesta sessão, reforçado perto do fechamento, como é típico dos dias de vencimento de opções e futuros sobre o Ibovespa, na medida em que o ajuste final, entre comprados e vendidos, ocorre pelo índice à vista no encerramento.

"No início do dia, havia 270 mil contratos em aberto de gringos, vendidos, enquanto os investidores institucionais daqui - fundos mútuos e de pensão - estavam em posição comprada. É briga de cachorro grande, e a partir de quinta vai dar para saber qual foi a zeragem ou rolagem", diz um operador, observando que o Ibovespa se manteve no "lusco-fusco" até as 15h, quando se impôs o movimento do vencimento de opções e contratos futuros sobre o índice.

O dia positivo no exterior, em ações e commodities, contribuiu no ajuste para os comprados. "A ata do Copom trouxe alguma expectativa de que os juros podem seguir em queda, após o comunicado da semana passada ter indicado interrupção do ciclo. Assim, dá para entender como mesmo as ações de varejo subiram hoje, apesar da fraca leitura sobre as vendas do setor", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

No exterior, em meio ao enfraquecimento dos temores sobre o coronavírus, avançaram pelo segundo dia o petróleo (+3,30% no Brent de abril) e o minério de ferro (+0,86% em Qingdao, após ganho de 4,89% ontem), mantendo as ações de commodities em recuperação por aqui, com Petrobras PN em alta de 2,20% e a ON, de 1,69%, no fechamento. Vale ON avançou 1,96%.

Entre as siderúrgicas, destaque para alta de 2,04% para CSN ON. O setor de papel e celulose, outro com exposição à demanda chinesa, também se destacou na sessão, com Suzano ON em alta de 3,92% e Klabin, de 4,52%. Entre as ações do setor de varejo, Via Varejo subiu 2,53% e Magazine Luiza ganhou 3,08%. 

 
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