Bolsas têm dia de instabilidade com indicadores dos EUA

Mercados de Nova York operam em alta; na Europa, bolsas caem com possível prejuízo de banco

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

20 de março de 2008 | 12h09

As bolsas de Nova York operam em alta nesta quinta-feira, 20, ajudadas pelo índice melhor que o esperado de atividade regional do Federal Reserve da Filadélfia. Na abertura, as bolsas chegaram a reduzir os ganhos em reação ao aumento nos pedidos de auxílio-desemprego dos EUA na semana passada. A expectativa de menor pressão inflacionária com a queda nos preços das commodities animou os investidores, mas analistas esperam mais um dia de volatilidade, diante do vencimento de contratos futuros e opções. Às 11h52 (de Brasília), o índice Dow Jones avançava 1,03%, o Nasdaq subia 0,79% e o S&P 500 tinha alta de 1,00%.   Veja também:   OCDE reduz previsão de crescimento dos EUA em 2008 Cronologia da crise financeira   Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduções  Entenda a crise nos Estados Unidos   O sobe e desce do dólar  Veja os efeitos da desvalorização do dólar     O comportamento das bolsas em Nova York difere do movimento observado na Europa, onde os mercados acionários registram desvalorização. Pesa por lá o contínuo declínio nas commodities e o alerta do Credit Suisse de que provavelmente não registrará lucro no primeiro trimestre do ano. Às 11h54 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,54%, a Bolsa de Frankfurt recuava 0,15% e a Bolsa de Paris tinha queda de 0,26%.   O índice de atividade regional do Fed de Filadélfia subiu para -17,4 em março, de -24,0 em fevereiro. Economistas esperavam uma leitura de -19,5. Embora o dado negativo indique contração da atividade, o fato de o número ter ficado acima das expectativas animou os investidores.   "O que nós gostamos é que não surpreendeu de forma negativa e o dado de fevereiro não foi revisado - o que poderia ser ainda pior", disse Larry Peruzzi, operador de ações da Boston Co.   Mas o resultado positivo da Nike lembrou aos investidores que algumas empresas podem registrar lucro mesmo com a desaceleração da economia dos EUA. A empresa teve aumento de 32% no lucro líquido do terceiro trimestre fiscal. Às 11h33 (de Brasília), as ações da Nike subiam 6,32%.   As bolsas da Ásia apresentaram um resultado misto nesta quinta-feira, segundo a BBC. Após chegar a acumular perdas de 6,5% durante o pregão, a maior queda desde junho do ano passado, a bolsa de Xangai fechou em alta de 1,1%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, fechou em queda de 3,47%. A bolsa de Tóquio não funcionou nesta quinta-feira por causa do feriado nacional.      Dólar   O dólar voltou a subir nesta quinta-feira em relação ao real, com cotação em torno de R$ 1,73. Nos Estados Unidos, as ações de bancos subiram, com a divulgação de resultados melhores do que o esperado nos lucros de alguns bancos no primeiro trimestre. Segundo a BBC, o barril do petróleo chegou a ser cotado em menos de US$ 100,00, bem menos do que a semana passada, quando ultrapassou os US$ 110,00. O euro caiu 1,4% em relação ao dólar em Nova York. Na hora do almoço, a moeda européia estava em US$ 1,54, bem menos do que a cotação de US$1.59 na segunda-feira. No acumulado do ano, o euro ainda subiu 6% em relação ao dólar. Nesta quinta-feira, os diretores dos principais bancos britânicos se reúnem com autoridades do Banco da Inglaterra (Banco Central da Grã-Bretanha) para discutir maneiras de injetar ânimo no sistema financeiro do país após uma semana de grande volatilidade nos mercados.   Auxílio-desemprego     Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram em 22 mil para 378 mil na semana encerrada em 15 de março, depois de ajustes sazonais, informou o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira, 20. Economistas previam um aumento de 3 mil pedidos. O dado da semana anterior foi revisado para cima em 3 mil pedidos, para 356 mil.   A média de pedidos em quatro semanas aumentou em 6 mil para 365.250, o maior nível desde outubro de 2005. O número de benefícios recebidos há mais de uma semana aumentou em 32 mil para 2.865.000 na semana encerrada em 8 de março. É o maior avanço desde agosto de 2004. As informações são da Dow Jones.   (com BBC Brasil)

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