EFE/EPA/YONHAP
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Bolsas têm queda em meio a incertezas sobre eficácia de suposto tratamento contra covid-19

Mercados internacionais da Ásia fecharam em queda e, na Europa, iniciaram pregão com recuos expressivos; há relatos iniciais de que estudos da empresa americana Gilead Sciences com o antiviral remdesivir fracassaram

Sergio Caldas e Felipe Siqueira, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 06h27

Em meio às incertezas em relação ao novo coronavírus, causador da covid-19, principalmente sobre a possibilidade de surgimento de um novo medicamento que seja capaz de tratar a doença de forma eficiente, os mercados internacionais operam em queda generalizada nesta sexta-feira, 24. Esse movimento reverte a posição de ganhos dos últimos dois dias. Na Ásia, os mercados fecharam em queda, e, na Europa, os índices abriram as negociações do dia em baixa. 

Há relatos iniciais de que estudos da empresa americana Gilead Sciences com o antiviral remdesivir para tratar o coronavírus fracassaram. Há alguns dias, os mercados tiveram uma alta generalizada por conta da possibilidade de um remédio conseguir combater, segundo relatos iniciais, de maneira efetiva a pandemia. Com essa possibilidade, agora, anulada, ao menos por enquanto, os índices refletem novamente as incertezas do mercado.

De acordo com reportagem do jornal britânico Financial Times, o medicamento remdesivir apresentou resultados decepcionantes no primeiro teste clínico para verificar sua possível eficácia contra o coronavírus. Um documento sobre o assunto foi publicado acidentalmente no site da Organização Mundial da Saúde (OMS) e visto pelo Financial Times.

A pesquisa apontou que não houve melhora nas condições de saúde dos pacientes. A OMS afirmou que o relatório ainda está sendo revisado e que foi divulgado por engano. Já a Gilead destacou que o documento incluia "caracterizações inapropriadas sobre o estudo".

Investidores também aguardam o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha, que deverá continuar mostrando o impacto da doença na confiança no setor empresarial da maior economia europeia. Já foram revelados dados de vendas no varejo do Reino Unido, que sofreram queda recorde de 5,1% em março ante fevereiro.

Bolsas da Europa

Às 4h19, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres caía 1,32%, a de Frankfurt recuava 1,65% e a de Paris se desvalorizava 1,42%. Em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 1,53%, 1,85% e 1,26%, respectivamente.

Bolsas da Ásia 

Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,06%, a 2.808,53 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,48%, a 1.736,93 pontos, ignorando uma decisão do banco central chinês (o chamado PBoC) de reduzir a taxa de juros da sua linha de crédito de médio prazo direcionada, de 3,15% para 2,95%.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve queda de 0,86% em Tóquio, a 19.262,00 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,61% em Hong Kong, a 23.831,33 pontos, o sul-coreano Kospi cedeu 1,34% em Seul, a 1.889,01 pontos, e o Taiex caiu 0,18% em Taiwan, a 10.347,36 pontos.

Na Oceania, por outro lado, a Bolsa australiana ficou no azul, ajudada por petrolíferas, cujas ações subiram em linha com a recuperação das cotações do petróleo nos últimos dias. O S&P/ASX 200 avançou 0,49% em Sydney, a 5.242,60 pontos. 

Petróleo 

Os contratos futuros do petróleo operam em alta na madrugada desta sexta-feira, ampliando os robustos ganhos das duas sessões anteriores, depois de sofrerem tombos históricos no começo da semana. Tensões entre EUA e Irã continuam sustentando a commodity. Além disso, houve sinais nesta semana de que a Opep+ poderia aprofundar cortes em sua produção. Às 4h34 (de Brasília), o petróleo WTI para junho subia 0,79% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 16,63 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês avançava 0,70% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 21,48 o barril. 

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