Dida Sampaio/ Estadão
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Bolsonaristas também votaram pela derrubada do veto à ampliação de acesso ao BPC

Dos 52 deputados da ex-sigla de Bolsonaro, o PSL , 16 parlamentares votaram pela derrubada da medida presidencial

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 21h36

BRASÍLIA - Deputados e senadores considerados "bolsonaristas" votaram pela derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia ampliar o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Dos 52 deputados da ex-sigla de Bolsonaro, o PSL , 16 parlamentares votaram pela derrubada da medida presidencial. Entre eles, dois considerados “bolsonaristas”. O deputado General Girão (PSL-RN) foi um deles. “Eu sou deputado pelo Rio Grande do Norte, a população de alguns municípios convivem muito com esse problema de pessoas com deficiência que precisam do BPC”, disse. O deputado disse ainda que acredita que o governo deverá fazer, assim como tem feito no Bolsa Família, o controle de fraudes no programa. “Para que seja pago realmente o benefício para quem precisa”, disse.

“As derrotas devem ser contabilizadas em função do ganho maior que o governo está conseguindo que é exatamente a economia ao longo da reforma da Previdência”, afirmou o deputado Girão. “Sei que vou ter rejeição de vários colegas, mas eu penso assim”, afirmou.

O veto ao BPC foi derrubado por  45 votos a 14, no Senado, e, na Câmara, por 302 a 137. Depois da votação, Maia lamentou a decisão do plenário e disse que “foi sinalização equivocada”. “Quando relação está desorganizada (entre Executivo e Legislativo) dificulta trabalho em votações. Temos que olhar o que é emergente no momento e o que podemos fazer em conjunto para reduzir efeitos do coronavírus”, disse.

Outro “bolsonarista” que também votou a favor da queda do veto foi o deputado Guiga Peixoto (SP).

A nova líder do PSL, deputada Joice Hasselmann (SP), que destituiu o filho do presidente deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) do posto na semana passada, também incentivou a derrubada do veto. “A grande maioria quer votar pela derrubada do veto, como esta que vos fala. Não podemos dizer não a essas pessoas que tanto precisam, não podemos dizer não às crianças do Norte, do Nordeste, do Centro-Oeste, do Sul, do Sudeste. Então, eu libero a bancada. Mas, o meu voto específico é "sim", pela derrubada desse veto, por uma questão de humanidade”, disse.

No Senado, Major Olímpio, do PSL de São Paulo, também votou pela derrubada do veto, assim como colegas que querem barrar os projetos do governo que regulamentam o Orçamento, como Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL).

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, alertou ao Estadão/Broadcast que a derrubada do veto “pode significar o fim do teto de gastos”. O governo estima um impacto de R$ 214 bilhões em uma década com a derrubada do veto, sendo R$ 20 bilhões apenas este ano. A equipe econômica deve inclusive buscar uma saída jurídica para barrar a decisão do Congresso desta quarta-feira.

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