LUCIO BERNARDO JR/CAMARA DOS DEPUTADOS - 21/03/2017
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Bolsonaro admite mudar BPC e aposentadoria rural, diz deputada

Presidente do Podemos, Renata Abreu esteve com Bolsonaro na tarde desta quarta-feira, 10; presidente faz série de reuniões com líderes partidários

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2019 | 13h57

Brasília - Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, 10, a presidente do Podemos, Renata Abreu, afirmou que o partido apoia a reforma da Previdência, mas que defende algumas alterações na proposta apresentada pelo governo.

"Quanto à reforma da Previdência, nós somos favoráveis, mas com algumas alterações, que inclusive o próprio presidente já passou a considerar, como BPC (Benefício de Prestação Continuada), e aposentadoria do trabalhador rural", disse. Questionada se Bolsonaro já admite que pode haver mudanças nesses dois pontos, Renata respondeu que sim. 

Apesar do apoio à reforma, a presidente do Podemos disse que o partido vai manter posição de independência em relação ao governo, sem fechar questão de ordem quanto à votação da Previdência. 

"Essa posição de independência vai se manter. Nós queremos ajudar sim o Brasil a funcionar e que as reformas avancem no Parlamento", disse Renata, após a audiência com o presidente, que tem se encontrado com lideranças partidárias nos últimos dias. O líder do Podemos na Câmara, José Nelto, também estava presente na reunião.

De acordo com a presidente do Podemos, outro ponto levado a Bolsonaro foi o pleito do partido em torno da aposentadoria dos professores. "Presidente ouviu pleito com muito carinho", disse a parlamentar. Segundo ela, a questão é prioritária para o partido, que quer manter a aposentadoria especial dos professores como nas regras atuais. 

"Fizemos um apelo para que o governo apresente estudo de impacto da possibilidade da manutenção da aposentadoria especial dos professores, que gostaríamos de preservar ou melhorar", disse. 

Ainda segundo a presidente do partido, a proposta em torno do regime de capitalização está sendo estudada, com um debate sobre um possível redesenho da medida. A avaliação de Renata, no entanto, é de que capitalização deve sair da reforma neste primeiro momento. "Acredito que nesse primeiro momento é um ponto que pode sair", completou. 

Lideranças partidárias 

Em um esforço para reforçar o diálogo do Executivo com o Congresso, a agenda do presidente da República, Jair Bolsonaro prevê mais encontros com lideranças de partidos no Palácio do Planalto. Pela manhã, o presidente recebeu o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, com a presença do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorezoni, responsável pela articulação política com o Congresso.  

Na parte da tarde, às 14h, o presidente e Onyx recebem o presidente nacional do Novo, João Amoêdo, e mais parlamentares da legenda. A agenda também prevê um encontro com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), para às 16h30.

No fim da tarde, os dois também recebem ainda o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, o líder do partido no Senado, Zequinha Marinho (PSC-PA), e o deputado André Ferreira, líder do PSC na Câmara. 

Pela noite, Bolsonaro deve participar de jantar com 51 embaixadores de países árabes e muçulmanos. O compromisso foi anunciado ontem pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Segundo ela, o jantar é um esforço para mitigar as desconfianças dessas nações relacionadas à promessa do presidente de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém

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