Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Bolsonaro afirma que Congresso vai barrar taxa sobre energia solar

Segundo ele, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, são contrários à cobrança; 'A decisão é minha, ninguém mais fala no assunto', disse 

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2020 | 10h47

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro repetiu nesta segunda-feira, 6, que é contra taxar a energia solar. "Está uma comoção nacional sobre taxar energia solar. Resolvi ontem (domingo) a questão. A decisão é minha. Nenhum ministro, nenhum secretário, ninguém mais fala no assunto”, afirmou. 

Bolsonaro disse que a posição do governo "é tarifa zero”. Ele afirmou que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), concordam com essa política. 

O presidente falou que Maia se comprometeu a colocar em votação, em regime de urgência, projeto de lei para zerar taxa sobre energia solar. “Talvez nem precise de nada, a própria Aneel se conscientiza de que essa fonte de energia tem que ser estimulada pelo governo, não grupos lobistas que trabalham na questão de transmissão de energia trabalharem dentro da Aneel para taxar”, disse.

O presidente já havia dito ser contra taxar este tipo de geração de energia em vídeo publicado no domingo, 5, nas redes sociais. Porém, na ocasião, fez ressalva de que "decisão era da Aneel." 

Combustível

Sem deixar claro sobre qual estrutura pública se referia, ele disse que o governo deseja "privatizar" para reduzir o preço do combustível.

"Deixa o Bento (Albuquerque, ministro de Minas e Energia) e o Paulo Guedes (ministro da Economia) falarem sobre isso. Nós queremos privatizar, e vai por partes. É mais ou menos o seguinte: o combustível custa X na refinaria e na bomba, pro povo, 3X. É um absurdo. São monopólios que vêm de décadas", disse.

Bolsonaro afirmou que não pode quebrar contratos já estabelecidos. "Vamos quebrando devagar esses monopólios usando a lei. Abrindo, realmente. O que nós pudermos abrir, a gente vai abrir. Tem de haver concorrência, o máximo possível, para quebrar monopólio", declarou. 

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