Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Bolsonaro afirma que fará viagem oficial à China

Durante campanha eleitoral, o então candidato havia criticado Pequim

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2019 | 12h37

BRASÍLIA - Em encontro com o embaixador da China, Yang Wanming, o presidente Jair Bolsonaro aceitou o convite para fazer uma visita oficial ao país, principal parceiro comercial do Brasil, ainda neste ano. Bolsonaro também falou ao embaixador que quer manter o “melhor relacionamento possível” com a China. A conversa ocorreu durante cerimônia de entrega de credenciais a embaixadores na manhã desta sexta-feira, 8, no Palácio do Planalto.

A afirmação de que visitará Pequim representa uma guinada na postura do presidente em relação à China. Em outubro, ainda como candidato, Bolsonaro queixou-se de que a China não estava “comprando no Brasil”, mas “comprando o Brasil”. Em novembro, após o pleito, a China fez um alerta a Bolsonaro sobre os riscos econômicos para o Brasil se seguisse a linha do presidente americano, Donald Trump, e rompesse acordos comerciais com Pequim. Em editorial publicado pelo jornal estatal China Daily, Bolsonaro foi descrito como “menos que amigável” em relação à China durante a campanha e foi advertido sobre o custo do eleito querer ser um “Trump tropical”.

Após o encontro dessa sexta, no entanto, Bolsonaro disse que a relação entre Brasil e China “vai melhorar com toda certeza”. “Queremos nos aproximar do mundo todo, ampliar nossos negócios, abrir novas fronteiras e assim será o nosso governo. Essa foi a diretriz dada a todos os nossos ministros”, declarou Bolsonaro em coletiva de imprensa.

O presidente afirmou que possui muitas viagens marcadas no primeiro semestre e que “talvez” a viagem à China ocorra apenas no segundo semestre. O presidente já possui visitas programadas aos Estado Unidos, ao Chile e a Israel. Outras viagens ainda não foram confirmadas.

O embaixador da China disse que saiu “muito satisfeito” do encontro com Bolsonaro e que sentiu que há intenção de ampliar as relações entre os países por parte de todos os integrantes da cúpula do governo. Ele reforçou que o Brasil é o principal parceiro comercial do seu país e que, com as mudanças políticas, iniciará agora uma nova etapa de relação bilateral.

Notícias relacionadas
    Tudo o que sabemos sobre:
    Jair BolsonaroChina [Ásia]

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.