Tiago Queiroz/Estadão - 27/3/2019
Tiago Queiroz/Estadão - 27/3/2019

Bolsonaro apaga tuíte após Honda, L'Oréal e MWM negarem transferência da Argentina pro Brasil

Presidente afirma que instalação de fábricas no Brasil estaria relacionada a 'nova confiabilidade do investidor'

Gabriel Caldeira e Ana Luiza de Carvalho, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2019 | 16h31
Atualizado 07 de novembro de 2019 | 12h05

Na manhã desta quarta-feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro havia afirmado em sua conta oficial no Twitter que as multinacionais Honda, L'Oréal e a fabricante americana de motores MWM haviam decidido retirar suas fábricas da Argentina e instalar-se no Brasil. Cerca de uma hora depois, Bolsonaro apagou o tuíte.

Segundo ele, a mudança seria um sinal positivo do mercado. "A nova confiabilidade do investidor vem para gerar mais empregos e maior giro econômico em nosso país", afirmou.

Procuradas, Honda e L’Oréal negaram que fecharão suas fábricas na Argentina. A Honda afirmou que não há previsão para encerrar as atividades de sua fábrica na Argentina. Segundo a empresa, a produção será restrita a motocicletas a partir de 2020, mas a decisão de 'mudanças em suas operações produtivas' foi anunciada em agosto deste ano. 

Já a L’Oréal disse que a informação de que deixaria a Argentina está relacionada a um artigo publicado na imprensa em 2001. A empresa informou que hoje produz na Argentina em parceria com um fabricante local e que "não há planos para mudar isso".

Dentre as empresas citadas no tuíte do presidente, apenas a fabricante de motores MWM de fato encerrou suas atividades na Argentina, em 1º de outubro. Por meio de uma nota divulgada à imprensa, porém, a MWV não relacionou a decisão a uma eventual transferência da fábrica ao Brasil.

"Infelizmente, apesar de várias iniciativas para alavancar a produção local de motores e componentes e, recentemente, grupos geradores de energia, a continuidade das operações da empresa se tornou inviável, considerando os baixos volumes para atender à demanda do mercado local", afirmou.

A empresa disse ainda que o suporte aos produtos MWM no Mercosul é realizado por meio das operações no Brasil, "l, mantendo o foco na rede local de serviços na Argentina". 

Notícias que anunciavam a saída das empresas citadas no tuíte de Bolsonaro da Argentina circularam nas redes sociais e em grupos de Whatsapp nos últimos dias.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.