Clauber Cleber Caetano/PR - 5/11/2021
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Bolsonaro chama Petrobras de 'monstrengo' e critica reforma tributária em tramitação no Congresso

Em entrevista a rádio do Espírito Santo, presidente voltou a criticar a estatal e disse que quer privatizar parte dela, sem dar detalhes

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2021 | 12h22

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro fez críticas nesta quarta-feira, 10, à Petrobras e à reforma tributária em andamento no Congresso. Em entrevista para a Rádio Cultura FM do Espírito Santo, ele disse que as alterações no sistema de cobrança de impostos não são o que o governo esperava.

"A tributária é complicada. Passei 28 anos como parlamentar. Essa reforma que está aí não era o que a gente esperava, mas está caminhando, a gente espera que dê certo", declarou. O texto, no entanto, está travado no Congresso.

Bolsonaro ainda voltou a criticar a Petrobras. Chamou a estatal de "monstrengo" e disse querer privatizar "parte dela" - sem, contudo, dar detalhes. "Não tenho ingerência sobre a Petrobras. Espero privatizar parte dela, o que não é fácil. Petrobras é um monstrengo, uma estatal com monopólio e vive a vida em função dela", afirmou o presidente, que já disse que a petrolífera deveria gerar menos lucro.

Auxílio Brasil

Um dia após a Câmara dos Deputados aprovar a PEC dos precatórios em segundo turno, Bolsonaro ainda voltou a dizer, durante a entrevista, que o governo não pode pagar um benefício acima de R$ 400 no Auxílio Brasil. "A gente sabe que não pode dar mais do que isso para a inflação não explodir", declarou. "É, eu posso me dar bem (com o programa), mas não quero que o povo passe fome."

Ao postergar o pagamento de dívidas transitadas em julgado e mexer no teto de gastos, a PEC dos precatórios abre espaço fiscal para pagar o Auxílio Brasil de R$ 400 até o fim de 2022, ano eleitoral, e para ampliar o pagamento de emendas parlamentares. A proposta agora tem de passar pelo Senado. 

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