Joedson Alves/EFE
Joedson Alves/EFE

Bolsonaro diz que aguarda solução para nomeados em concurso da PRF para sancionar socorro a Estados

Cerca de 600 aprovados remanescentes de concurso de 2018 pedem nomeação; prazo para o presidente sancionar o texto acaba na quarta-feira

Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2020 | 10h27

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 26, que deve sancionar entre hoje e amanhã o projeto de socorro financeiro a Estados e municípios. Antes, no entanto, ele aguarda solucionar situação de um concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de 2018. Cerca de 600 aprovados remanescentes pedem nomeação, que extrapola a quantidade prevista originalmente no edital da prova.

Em reunião com os 27 governadores, na semana passada, o presidente afirmou que sancionaria o projeto o "mais rápido possível acertando pequenos ajustes técnicos". O prazo para sancionar o texto acaba nesta quarta, 27.

"Até amanhã sai (a sanção). Estamos resolvendo aqui a questão do concursados da PRF para que não haja dúvidas. Uma vez sancionado, que não sejam prejudicados", disse na saída do Palácio da Alvorada. Segundo o presidente a situação do concurso já "parece que está resolvida". 

A convocação de aprovados em concurso vai ficar suspensa com a sanção do texto, assim como os reajustes a servidores públicos. Bolsonaro disse que vetará o artigo que blinda algumas carreiras, incluindo de as segurança pública, desse congelamento até 2021. 

Antes de sancionar o texto, ele esperou também a aprovação pelo Congresso de uma medida provisória com alterações em cargos da Polícia Federal. Com as mudanças, cargos comissionados – que poderiam ser ocupados por qualquer cidadão – serão transformados em funções comissionadas, exclusivas para quem já é servidor público e desempenha atividades de direção, chefia ou assessoramento.

Questionado se com a sanção do projeto a primeira parcela do socorro de R$ 60 bilhões em repasses diretos já seria paga a Estados e municípios ainda neste mês, Bolsonaro desconversou e atribuiu a responsabilidade ao ministro da Economia. "Aí é com o posto Ipiranga Paulo Guedes." 

Nesta terça-feira, o presidente tem reunião com prevista com Guedes e Salim Mattar, secretário especial de Desestatização e Desinvestimento.

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