Gabriela Biló/Estadão
Jair Bolsonaro, presidente da República Gabriela Biló/Estadão

Bolsonaro diz que governo busca ampliar isenção do IR para R$ 3 mil em 2022

Presidente também voltou a responsabilizar a pandemia da covid-19 por não ter conseguido fazer as mudanças na tabela do IR, como prometeu em sua campanha eleitoral

Emilly Behnke, Camila Turtelli e Daniel Galvão, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2021 | 23h03

BRASÍLIA e SÃO PAULO - O presidente Jair Bolsonaro renovou sua promessa de campanha de ampliar a isenção do Imposto de Renda (IR). Durante transmissão em suas redes sociais nesta quinta-feira, 14, ele afirmou que pretende elevar, no próximo ano, a isenção do IR para as pessoas que ganham até R$ 3 mil mensais.

“Vamos tentar pelo menos para 2022 passar para R$ 3 mil”, afirmou. O chefe do Executivo destacou que o seu desejo era aumentar a isenção para até R$ 5 mil. Atualmente, a isenção do IR vale para quem recebe até R$1.903,98 mensais. O presidente também voltou a responsabilizar a pandemia da covid-19 por não ter conseguido fazer as mudanças na tabela do IR, como prometeu em sua campanha eleitoral para a presidência. 

“Está hoje em dia mais ou menos R$ 2 mil, nós gostaríamos de passar para R$ 5 (mil). Não ia ser de uma vez toda, mas daria até o final do nosso mandato para fazer isso aí. Não conseguimos por causa da pandemia”, disse. No ano passado, o aumento da isenção chegou a ser estudado pelo governo, mas já enfrentava resistência da equipe econômica.

O assunto voltou a ser abordado na semana passada, quando Bolsonaro disse a um apoiador que o País estava "quebrado" e citou que a pandemia atrapalhou a ideia de "mexer na tabela do imposto de renda". Na live desta quinta, o presidente admitiu que tem conversado com a equipe liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o tema. 

"O que eu tenho falado com a equipe econômica? Eu tenho falado que eu não sou economista, todo mundo sabe disso. O posto Ipiranga é o Paulo Guedes", comentou. "Mas tem um detalhe: todo mundo que ganha R$ 3 mil por mês, que desconta um pouquinho para o Imposto de Renda dá em torno de R$ 28 bilhões por ano, mas no seguinte tudo isso, quase tudo é ressarcido", afirmou.

O presidente não deu detalhes sobre em que se baseia a estimativa citada, mas avaliou que a situação é um "jogo contado de um ano para o outro" e que precisa ser resolvida. Segundo ele, a medida de ampliar a isenção até R$ 3 mil ajudaria a Receita Federal a ter "menos clientes". "É um jogo contado de um ano para o outro e temos que resolver isso aí. Até ajuda, no meu entender, a Receita a ter menos clientes porque recebe com uma mão e alguns meses entrega com a outra", disse.

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Bolsonaro diz que governo vai zerar, na semana que vem, taxa de importação de pneus

Presidente também citou ter conversado com três ministérios sobre preços dos combustíveis e do gás de cozinha; Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas convocou uma paralisação dos caminhoneiros a partir de 1º de fevereiro

Emilly Behnke, Camila Turtelli e Daniel Galvão, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2021 | 21h40

BRASÍLIA - Em transmissão ao vivo em suas redes sociais nesta quinta-feira, 14, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo deve zerar a tarifa de importação de pneus. A medida deve ser divulgada na próxima semana, segundo informou o chefe do Executivo.

O presidente comentou sobre o assunto ao citar uma decisão anterior da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que zerou a alíquota de importação de armas. A definição, contudo, foi derrubada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin

“Agora o que eu fiz, espero que esse ministro agora não queira dar uma canetada né. Porque pela Camex são tarifas, não é imposto. A tarifa de importação de pneus, que interessa os caminhoneiros, está em torno de 16%, que interessa os caminhoneiros. Conversei com o Paulo Guedes, vamos zerar", declarou. 

"Na semana que vem deve estar zerado a tarifa de importação de pneus para os caminhoneiros, que passam difuldades", declarou. Na transmissão ao vivo, Bolsonaro também citou ter conversado com representantes dos ministérios da Economia, Minas e Energia e Infraestrutura sobre os preços dos combustíveis e do gás de cozinha.

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) convocou uma nova paralisação dos caminhoneiros a partir do dia 1º de fevereiro. O governo diz que essa associação não representa o setor e que discute com os caminhoneiros medidas para melhorar as condições de trabalho da categoria.

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