Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Bolsonaro anuncia redução de 4 centavos no preço do diesel

Presidente afirmou que vai reduzir a alíquota do PIS/Cofins sobre o combustível de R$ 0,31 para R$ 0,27, com aval do ministro Paulo Guedes

Gustavo Côrtes, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2021 | 22h35
Atualizado 14 de julho de 2021 | 11h12

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 13, que vai reduzir o PIS/Cofins sobre o diesel de R$ 0,31 para R$ 0,27 com o aval do ministro da Economia, Paulo Guedes. A redução de alíquota seria compensada pelo fim de isenção tributária para um setor que Bolsonaro se recusou a revelar. 

“Nós pegamos uma isenção - não vou entrar em detalhe aqui - e deixamos de dar essa isenção para tal setor e o que fizemos com isso? Nós apontamos para reduzir PIS/Cofins do diesel”, disse durante discurso em cerimônia de sanção da lei que permite a privatização da Eletrobrás.

No início do ano, para bancar o subsídio ao diesel e ao gás de cozinha, o governo propôs ao Congresso aumentar a tributação sobre os bancos e a indústria química e restringir os benefícios na compra de veículos por pessoas com deficiência. 

Bolsonaro destacou o impacto do aumento do preço dos combustíveis nos demais produtos. “No transporte está a alma da nossa economia. Se encarece muito, o preço é sentido nas prateleiras”, disse. 

Caminhoneiros chegaram a ensaiar greve em protesto contra os reajustes do preço do diesel de acordo com a variação do valor do barril do petróleo no mercado internacional. Este impasse motivou a demissão do ex-presidente da Petrobrás Roberto Castello Branco, substituído pelo general Joaquim Silva e Luna.

A troca no comando da estatal provocou celeuma entre Guedes e o presidente, que descumpriu promessa de dar autonomia às estatais e ao ministro da Economia. A política de preços praticada por Castello Branco fazia parte da agenda liberal encampada pela campanha que elegeu Bolsonaro em 2018.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.