Adriano Machado/Reuters
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Bolsonaro diz que mandou servir carne uma vez por semana no Alvorada; Michelle aumentou para duas

O presidente rechaçou a hipótese de se tabelar o preço do alimento e disse que o Brasil é um País de livre mercado e que as coisas devem se 'acomodar'

Camila Turtelli e Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2019 | 21h19

BRASÍLIA - Diante do alto preço da carne bovina no País, o presidente Jair Bolsonaro disse, em live no Facebook, que determinou que o alimento só fosse servido uma vez por semana no Palácio do Alvorada. “'Ah o presidente tem mordomia tem carne de graça'. Tenho carne de graça, não tenho dúvida disso, sem problema nenhum. Mas determinei aqui no Alvorada, na semana passada: carne uma vez por semana. Logicamente que a minha esposa mandou passar para duas”, disse ele. 

Ele rechaçou a hipótese de se tabelar o preço do alimento e disse que o Brasil é um País de livre mercado e que as coisas devem se “acomodar”. “A gente resolve o problema, passa a crise. Agora, tabelar isso não existe. Subsídio, criar imposto, isso não existe”, disse.  

“Tivemos lá atrás crise de outros alimentos, do tomate, do feijão, devagar o mercado vai se acertando. O pessoal dizendo que o preço do boi subiu porque o dólar estava R$ 4,26, agora tá R$ 4. Outros países estão comprando? Estão, estão fazendo negócio. A questão do pecuarista é isso, passaram 9 anos no zero a zero, perdendo conseguiram dar uma recuperada agora”, afirmou.

Em novembro, as carnes foram os principais responsáveis pela alta da inflação, que ficou em 0,51%. O produto subiu em média 8,09%, e representou quase metade da inflação oficial do mês.

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