Antonio Cruz/Agência Brasil
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Bolsonaro diz que não defende trabalho infantil, muito menos escravo

Presidente havia afirmado, em uma transmissão ao vivo pelo Facebook, que não foi prejudicado por ter começado a trabalhar durante a infância

Teo Cury, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2019 | 13h04
Atualizado 05 de julho de 2019 | 14h50

BRASÍLIA - Um dia depois de afirmar em uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook que não foi "prejudicado em nada" por ter começado a trabalhar durante a infância, o presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta sexta-feira, 5, que não defende o trabalho infantil. Ele voltou a dizer que trabalhar enobrece o cidadão.

"Não estou defendendo trabalho infantil, muito menos escravo. Mas me fez muito bem trabalhar. Me transformou fisicamente muito bem. Depois fui ser pentatleta das Forças Armadas", explicou o presidente, após ser questionado por jornalistas.

Ele participou de solenidade de comemoração do 196.º Aniversário de criação do Batalhão do Imperador e o 59.º de sua Transferência para a Capital Federal. O evento foi realizado no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília.

Na transmissão realizada na quinta-feira, 4, à noite, Bolsonaro comentou que, por volta dos 9 anos de idade, quebrava milho na plantação da fazenda onde seu pai trabalhava, em Eldorado Paulista. O presidente fez questão de ressaltar, no entanto, que não vai apresentar nenhum projeto para descriminalizar o trabalho infantil, porque, se o fizesse, "seria massacrado".

"Eu disse na própria live que não defenderia. Que não enviaria um projeto neste sentido. Mas eu trabalhei desde 8 anos de idade quebrando milho, plantando milho com matraca, colhendo banana próximo aos 10 anos de idade e estudava. E hoje eu sou o que sou. Isso não é demagogia, é a verdade", afirmou.

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