Gabriela Bilo/Estadão - 12/8/2021
Gabriela Bilo/Estadão - 12/8/2021

Bolsonaro diz que Petrobrás 'só dá dor de cabeça' e volta a falar em privatização da estatal

Após mais um reajuste nos combustíveis, que passou a valer na terça-feira, o presidente afirmou que 'enfrentar um monopólio desse não é fácil' 

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2021 | 10h51
Atualizado 27 de outubro de 2021 | 16h55

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer declarações na direção da privatização da Petrobras nesta quarta-feira, 27, e disse que a empresa só dá dor de cabeça. “Vamos partir para uma maneira de quebrarmos mais monopólio. Quem sabe até botar no radar da privatização. É isso que nós queremos”, disse em entrevista à Jovem Pan News. “Enfrentar um monopólio desse não é fácil”, acrescentou.

No entanto, como mostrou Estadão/Broadcast, a privatização da Petrobras, vontade sinalizada pelo presidente e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é um "sonho distante" e uma "cortina de fumaça", na avaliação de bancos.

Na terça-feira, passou a valer o novo aumento nos combustíveis: a gasolina ficou 7% mais cara nas refinarias e o diesel subiu 9,2%. A Petrobras segue a cotação internacional para reajustar os preços e as constantes altas são uma preocupação cada vez maior dentro do governo. No ano, gasolina e diesel acumulam altas de 73% e 66%, respectivamente.

Bolsonaro voltou a dizer que não pode interferir na Petrobras: “Vou sofrer processo, o diretor vai ser preso”. Por outro lado, criticou a estatal. “É uma empresa que hoje em dia está prestando serviços para acionistas”, declarou. “Essa empresa é nossa ou de alguns privilegiados? Sei que tem gente humilde comprando ações, mas não é justo o que está acontecendo.” 

O presidente criticou mais uma vez os Estados pela cobrança de ICMS sobre combustíveis e elogiou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pelo congelamento do imposto incidente no diesel. “Zema tem a noção que o diesel interfere mais ainda a vida de todos nós”, afirmou.

 

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