Dida Sampaio/Estadão
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Bolsonaro diz que quer manter vinculação entre salário mínimo e aposentadorias

Em conversa com jornalistas no Palácio do Alvorada, presidente disse que pretende manter o mesmo porcentual de correção, 'no mínimo'

Redação, Agência Estado

10 de agosto de 2019 | 14h00

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende manter a vinculação entre o salário mínimo e as aposentadorias. Em conversa com jornalistas no Palácio do Alvorada, antes de participar da Marcha para Jesus, em Brasília, ele disse que pretende manter o mesmo porcentual de correção, "no mínimo".

"Eu pretendo é que o aposentado siga o mesmo porcentual, no mínimo. Não podemos deixar cada vez mais o aposentado para trás. Isso é o que eu tenho a falar. No tocante a números, tem que conversar com a equipe econômica", disse ele, ao ser questionado sobre se pretendia dar aumento real ao salário mínimo durante seu governo.

Na quinta-feira (8), a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. Na proposta, que ainda precisa ser votada em plenário, o salário mínimo foi corrigido apenas pela inflação, sem aumento real - dos atuais R$ 998 para R$ 1.040 no próximo ano.

A LDO é o texto que dá base ao governo na elaboração do Orçamento do próximo ano. A equipe econômica ainda pode para fazer mudanças, mas há pouco tempo, pois a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) deve ser apresentada pelo Executivo ao Parlamento até o dia 31 de agosto.

A equipe econômica já avisou que a PLOA vai prever a manutenção do poder de compra do salário mínimo - ou seja, a correção apenas pela inflação, sem aumento real.

Segundo o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, o governo tem até dezembro para definir a nova política do salário mínimo. A lei atual, que vence neste ano, prevê a correção do piso salarial pela inflação do ano anterior (medida pelo INPC), mais a variação do PIB de dois anos antes.

O presidente disse ainda que a menção que fez ontem, recomendando aos repórteres que fizessem “cocô dia sim, dia não” para preservar o meio ambiente, foi uma “brincadeira” que a imprensa “levou a sério”.

“Eu fiz uma brincadeira: para a gente defender o meio ambiente, vamos um dia no banheiro outro dia não. Um dia faz cocô, outro não faz. Levaram pro lado sério! Vou fazer uma coisa: cocô agora uma vez por semana, tá bom?”, disse Bolsonaro. “Não se pode brincar mais, vou continuar brincando.”

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